terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O Mundo que Habitamos

O mundo que habitamos não começou em Roma, nem em Manhattan. Começou num som antigo, abafado, como água batendo por dentro das paredes do tempo. Começou no dilúvio e antes dele, quando o Apocalipse já tinha passado pela terra uma vez, não como filme do fim, mas como limpeza brutal, como pano encharcado passando no rosto da história. Os gigantes e os homens de renome foram varridos. O mundo foi desligado e ligado de novo. A luz voltou, mas voltou diferente, com um zumbido por trás. Desde então vivemos na espiral. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

O VÍRUS GNÓSTICO E O FALSO MISTÉRIO

Uma apologética contra o esoterismo moderno disfarçado de “profundidade”

O Evangelho nunca teve medo da verdade. Mas sempre precisou lidar com um tipo específico de mentira: aquela que se veste de profundidade espiritual, mas carrega veneno. É o que a Bíblia chama de “outro evangelho”, aquilo que Paulo e Judas denunciaram com força, e que hoje ressurge com força total no TikTok, YouTube e redes sociais. Neste texto, quero explicar por que esse fenômeno não é novo, porque ele é perigoso e porque o antídoto não é medo, mas o Cristo vivo em nós.


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

A UTM do Cosmos: Uma Jornada do Atari ao Verbo Quântico

 Por Prof. Rodrigo Lima


INTRODUÇÃO

O "perfume" da existência e a linguagem da alma

Comecemos com ataraxia, serenidade da alma. Mas o que é serenidade? Mesmo o que não cheira deixa um perfume, uma assinatura. Ausência de emoção não é ausência de impacto. A lógica, o Logos, tem perfume. O perfume do Verbo, o perfume de Cristo, como cheiro de morte para uns e de vida para os do Caminho, é a essência de sua manifestação. Quando o sentido toca a realidade, o mundo exala linguagem.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

UM SÓ AMOR, UMA SÓ PESSOA E DUAS VONTADES

Vamos, repare olhe mais próximo, reflita mais um minuto e lhe será revelado, o mistério da cruz. Olhemos com rigor. Jesus é 100% homem e 100% Deus, não mistura, não metade, plenitude em duas naturezas, uma só Pessoa. Cumpriu a Lei e os Profetas sem resto. Amando o Pai sobre todas as coisas, amou a Si sem vaidade, pois amar a Deus é pôr o próprio ser em ordem. No segundo mandamento, amar o próximo como a Si, Ele mede o amor com a régua do Santo. Quem O observa amar, vê o mandamento em sua forma adulta, sem muletas. No outro, Ele não adorou um ídolo, reconheceu a imagem do Deus vivo e a serviu com sangue e verdade. A cruz, vértice vertical e braço horizontal, é o ponto de choque desses amores, sentença e não teoria. Em Cristo, o sim de Deus ao homem e o sim do homem a Deus coincidem, como martelo que sela o veredito no coração do mundo.

  

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Deus no Seu Ponto de Vista

Do Reflexo e Imagem à
Graça e Verdade
do Amor de Cristo

“Nesta publicação proponho uma viagem entre linguagens: do verbo, da imagem, do reflexo, até a Graça que Deus revela. Vamos olhar juntos quem é o Eu, o Verbo Ser, e como Ele fala à nossa existência.”


Na frase “Eu como carne”, quem realiza a ação? É o sujeito, o “eu”, que pratica o verbo/ação “comer”. Agora pense: e na frase “Eu sou Rodrigo”? O que o verbo está fazendo aí? Ele não mostra uma ação como comer ou correr. Ele liga. O verbo “ser” é um verbo de ligação, que conecta o sujeito àquilo que ele é. Outro dia, eu estava apresentando um jogo de tiro em primeira pessoa para alguns amiguinhos da minha filha, a Laura Sofia. Eles nunca tinham jogado videogame, muito menos um FPS. No começo, a mocinha, chamada Noemi, e seu irmão demoraram a entender que não viam o personagem, porque estavam dentro dele. Foi só quando, de repente, a menina parou, arregalou os olhos e disse com um sorriso: “Eu estou olhando com os olhos dele...” Naquele instante, ela entendeu. E eu ri e respondi: “Isso mesmo.”

sábado, 13 de setembro de 2025

Aleph Tav: O Fundamental é Invisível aos Olhos


Aleph Tav é um dos segredos mais profundos ocultos no texto hebraico da Bíblia. À primeira vista, trata-se apenas de duas letras, a primeira e a última do alfabeto: Aleph (א) e Tav (ת). Na gramática hebraica, a combinação dessas letras forma o marcador do objeto direto, chamado et, que aparece milhares de vezes no Antigo Testamento. Sua função é técnica, funcionando como uma ponte entre o verbo e o objeto. Por isso, em nossas traduções, geralmente não aparece, sendo considerado invisível na leitura, mas o fundamental é invisível aos olhos.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

O DEUS DAS LACUNAS

“NAS LACUNAS É ONDE A VIDA ACONTECE.”

Se pensarmos bem:

“Na criação, Deus separa luz e trevas, águas de cima e de baixo, terra e mar. Mas é nos intervalos que surge a vida: na fronteira entre céu e terra, entre água e solo. Na respiração, não é só o ar que nos mantém, mas o espaço vazio dentro dos pulmões que o acolhe. Na música, a pausa é tão essencial quanto a nota. A lacuna dá ritmo, sentido, emoção. Na fé, Abraão vive na lacuna da promessa não cumprida ainda. É nesse espaço vazio que a confiança floresce. Na cruz, o silêncio de Deus é a maior lacuna da história. E justamente ali, no “meu Deus, por que me desamparaste?”, a vida eterna é gestada. Então, dizer que Deus é o Deus das lacunas não é diminuí-Lo, mas confessar que Ele habita o intervalo, onde o homem não consegue preencher por si. O mundo chama isso de vazio, mas é no vazio que Ele sopra o Espírito.”

sexta-feira, 25 de julho de 2025

O Salto Absoluto: entre o Vazio e o Verbo

Toda investigação física que conduz ao infinito inevitavelmente começa no limite do nada. Observando o comportamento da função matemática tangente, percebe-se que, ao aproximar-se de 90 graus, seu valor cresce abruptamente em direção ao infinito. Não se trata apenas de uma explosão numérica, mas de uma expressão matemática semelhante ao fenômeno físico que ocorre no interior dos buracos negros, onde o espaço-tempo é deformado até um ponto extremo, conhecido como singularidade.

terça-feira, 22 de julho de 2025

O que é responsabilidade, afinal?


Recentemente me peguei refletindo sobre algo que li: a ideia de que "a responsabilidade é o antídoto contra o caos". Ainda que haja valor nessa afirmação, senti que ela precisava ser tocada com mais reverência e verdade. Eis minha resposta — ou melhor, minha reconstrução.