Nos últimos anos, a discussão sobre inteligência artificial
deixou de ser apenas técnica. Ela passou a ser política, econômica, moral e até
espiritual, no sentido mais profundo da palavra. Já não estamos falando apenas
de programas que respondem perguntas ou ajudam a escrever textos. Estamos
falando de sistemas capazes de observar outros sistemas, corrigir
comportamentos, recomendar ações, filtrar decisões, avaliar pessoas e, pouco a
pouco, ocupar o espaço entre o ser humano e o mundo que ele tenta compreender.
É justamente nesse ponto que surge uma pergunta inevitável: quem vigia o vigilante?







