sábado, 28 de março de 2026

Jesus vai te colocar no prumo

Houve um tempo em que me afastei de Cristo. Não foi de uma vez, como um corte brusco, mas como quem vai se distanciando aos poucos, quase sem perceber. Quando me dei conta, já não era mais o mesmo. A fé que antes era viva havia se tornado algo distante, quase uma lembrança. Algum tempo depois, passei em Medicina e fui estudar em Cuiabá. Era uma nova fase, novas pessoas, novas possibilidades. E, naquele contexto, tomei uma decisão que hoje vejo com clareza: eu queria viver sem Deus. No dia em que terminei meu noivado, algo curioso aconteceu. Meu amigo e vizinho de kitnet, Leopoldo, também havia acabado de encerrar um relacionamento longo. Dois corações quebrados, dois caminhos abertos… e uma decisão em comum. Combinamos que não seríamos mais “bobos”. Iríamos viver sem freio, sem escrúpulos, sem pensar muito. Era a velha ideia: aproveitar tudo, pegar quem quiséssemos, viver a vida na superfície, sem peso e sem responsabilidade.


terça-feira, 24 de março de 2026

O Excruciante Peso do SER

Há uma diferença brutal entre existir e sustentar a existência.

Nós existimos. Cristo, além de existir, susteve. E susteve justamente quando tudo parecia inclinar-se para o colapso. A cruz não foi apenas o suplício de um homem justo. Foi o ponto em que o próprio fundamento da realidade entrou na ferida do mundo sem permitir que o mundo se desfizesse com Ele.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Quem Vigia o Vigilante?


Nos últimos anos, a discussão sobre inteligência artificial deixou de ser apenas técnica. Ela passou a ser política, econômica, moral e até espiritual, no sentido mais profundo da palavra. Já não estamos falando apenas de programas que respondem perguntas ou ajudam a escrever textos. Estamos falando de sistemas capazes de observar outros sistemas, corrigir comportamentos, recomendar ações, filtrar decisões, avaliar pessoas e, pouco a pouco, ocupar o espaço entre o ser humano e o mundo que ele tenta compreender.

É justamente nesse ponto que surge uma pergunta inevitável: quem vigia o vigilante?

sábado, 7 de março de 2026

Uma Cruz nas Trevas da Paralisia: Reflexão sobre a Pesquisa e a Descoberta da Polilaminina


Há um erro moderno que empobreceu muito a compreensão humana da realidade: o de imaginar que a ciência nasce apenas da frieza, enquanto a fé nasceria apenas da carência. Como se a primeira fosse puro cálculo e a segunda, mera muleta. Como se o laboratório fosse o reino da objetividade e o espírito, apenas um quarto escuro onde a alma se recolhe para suportar a dor. Mas a história do pensamento humano não começou assim. O estudo do céu, dos astros, da matéria, dos números e das formas nasceu muitas vezes do espanto. Antes de haver carreira científica, já havia fascínio. Antes de haver protocolo, já havia assombro. O homem olhava para cima e não via apenas pontos brilhando. Via ordem. Via beleza. Via um chamado. E foi muitas vezes esse chamado, por vezes espiritual, por vezes místico, por vezes silenciosamente religioso, que o empurrou para dentro da investigação.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O Mundo que Habitamos

O mundo que habitamos não começou em Roma, nem em Manhattan. Começou num som antigo, abafado, como água batendo por dentro das paredes do tempo. Começou no dilúvio e antes dele, quando o Apocalipse já tinha passado pela terra uma vez, não como filme do fim, mas como limpeza brutal, como pano encharcado passando no rosto da história. Os gigantes e os homens de renome foram varridos. O mundo foi desligado e ligado de novo. A luz voltou, mas voltou diferente, com um zumbido por trás. Desde então vivemos na espiral. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

O VÍRUS GNÓSTICO E O FALSO MISTÉRIO

Uma apologética contra o esoterismo moderno disfarçado de “profundidade”

O Evangelho nunca teve medo da verdade. Mas sempre precisou lidar com um tipo específico de mentira: aquela que se veste de profundidade espiritual, mas carrega veneno. É o que a Bíblia chama de “outro evangelho”, aquilo que Paulo e Judas denunciaram com força, e que hoje ressurge com força total no TikTok, YouTube e redes sociais. Neste texto, quero explicar por que esse fenômeno não é novo, porque ele é perigoso e porque o antídoto não é medo, mas o Cristo vivo em nós.


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

A UTM do Cosmos: Uma Jornada do Atari ao Verbo Quântico

 Por Prof. Rodrigo Lima


INTRODUÇÃO

O "perfume" da existência e a linguagem da alma

Comecemos com ataraxia, serenidade da alma. Mas o que é serenidade? Mesmo o que não cheira deixa um perfume, uma assinatura. Ausência de emoção não é ausência de impacto. A lógica, o Logos, tem perfume. O perfume do Verbo, o perfume de Cristo, como cheiro de morte para uns e de vida para os do Caminho, é a essência de sua manifestação. Quando o sentido toca a realidade, o mundo exala linguagem.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

UM SÓ AMOR, UMA SÓ PESSOA E DUAS VONTADES

Vamos, repare olhe mais próximo, reflita mais um minuto e lhe será revelado, o mistério da cruz. Olhemos com rigor. Jesus é 100% homem e 100% Deus, não mistura, não metade, plenitude em duas naturezas, uma só Pessoa. Cumpriu a Lei e os Profetas sem resto. Amando o Pai sobre todas as coisas, amou a Si sem vaidade, pois amar a Deus é pôr o próprio ser em ordem. No segundo mandamento, amar o próximo como a Si, Ele mede o amor com a régua do Santo. Quem O observa amar, vê o mandamento em sua forma adulta, sem muletas. No outro, Ele não adorou um ídolo, reconheceu a imagem do Deus vivo e a serviu com sangue e verdade. A cruz, vértice vertical e braço horizontal, é o ponto de choque desses amores, sentença e não teoria. Em Cristo, o sim de Deus ao homem e o sim do homem a Deus coincidem, como martelo que sela o veredito no coração do mundo.

  

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Deus no Seu Ponto de Vista

Do Reflexo e Imagem à
Graça e Verdade
do Amor de Cristo

“Nesta publicação proponho uma viagem entre linguagens: do verbo, da imagem, do reflexo, até a Graça que Deus revela. Vamos olhar juntos quem é o Eu, o Verbo Ser, e como Ele fala à nossa existência.”


Na frase “Eu como carne”, quem realiza a ação? É o sujeito, o “eu”, que pratica o verbo/ação “comer”. Agora pense: e na frase “Eu sou Rodrigo”? O que o verbo está fazendo aí? Ele não mostra uma ação como comer ou correr. Ele liga. O verbo “ser” é um verbo de ligação, que conecta o sujeito àquilo que ele é. Outro dia, eu estava apresentando um jogo de tiro em primeira pessoa para alguns amiguinhos da minha filha, a Laura Sofia. Eles nunca tinham jogado videogame, muito menos um FPS. No começo, a mocinha, chamada Noemi, e seu irmão demoraram a entender que não viam o personagem, porque estavam dentro dele. Foi só quando, de repente, a menina parou, arregalou os olhos e disse com um sorriso: “Eu estou olhando com os olhos dele...” Naquele instante, ela entendeu. E eu ri e respondi: “Isso mesmo.”