quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dica de livro: O homem do céu




Olá amigos e irmãos, Shalom Adonai! Com esse post inicio efetivamente os trabalhos deste blog. Começo com uma dica de livro que, tenho certeza, irá impactar sua vida, seja você um cristão fervoroso ou um ateu racionalista. Pode googlar o título para ver onde comprar: O homem do Céu, Irmão Yun com Paul Hattaway, da Editora Betânia. Esse ano estive no Encontro Profético da MCM (Missão Cristã Mundial). Dentre os pregadores, o mais esperado era, sem dúvidas, o chinês Yun.


Quem o via sorrindo e cheio de unção, talvez não imaginasse o quanto ele tinha sofrido por amor de Cristo e do evangelho. Nós, brasileiros, devemos agradecer a Deus por morarmos em um país onde o culto cristão é liberado, e onde podemos encontrar facilmente uma igreja de postas abertas. Na China não é assim…


O livro narra a conversão de Yun na zona rural da China, o fogo e amor que inflamaram seu coração para conhecer mais de Deus e compartilhá-lo com o próximo, e também suas muitas perseguições.


Um mártir dos nossos tempos! Quando li o livro pude entender o que alguns pregadores queriam dizer ao falar que “o livro dos Atos não está completo”. Existem muitas pessoas escrevendo a história da igreja de Jesus a cada dia!


Confesso que me senti miserável ao ler a odisséia que os cristãos da China das décadas de 1970/80 atravessavam para poderem cultuar a Deus. Muitos não sabiam nem o que era uma Bíblia, pois havia sido proibida pelo governo. O irmão Yun, faminto da Palavra, orou e jejuou meses por uma Bíblia, até que o próprio Deus enviou dois servos de um lugar distante para presenteá-lo com uma.


O mais forte é saber das humilhações que Yun passou na cadeia, preso como revolucionário criminoso de alta periculosidade por… pregar o Evangelho! Ele foi espancado, chicoteado, recebeu choques, foi jogado em um tanque com fezes, além de receber na face a urina dos guardas e “companheiros” de prisão.

Mas, em tudo, Deus se fazia presente na vida dele, fortalecendo o seu espírito, ainda que no exterior, estivesse magérrimo, à semelhança de uma criança de 30 quilos. Ele foi sustentado por Deus em um jejum de 75 dias na prisão, sem comer ou beber nada. Todos ali testemunharam o grande agir de Deus na vida de Yun!


Lembro da unção que emanava no Congresso em Goiânia, quando o irmão Yun ministrava, e eu estava a poucos metros dele, no púlpito. Sei que a Deus somente deve ser dirigida nossa adoração, mas como é bom poder estar ao lado de uma verdadeira testemunha de Jesus, que não negou Seu nome mesmo debaixo das piores agressões e humilhações.


É difícil ler esse livro e não ficar cheio de vontade de agradar a Deus, de buscar a face Dele, de mortificar a carne e andar no Espírito, na direção da Jerusalém espiritual!


Ah, leia o livro, e entenda porque ele é conhecido como o Homem do Céu!


Grande abraço, na fé,


Broder James

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Resumo do livro

O livro de Atos dos Apóstolos menciona a trajetória de homens que se tornaram verdadeiros heróis da fé por anunciar o Evangelho em um mundo hostil à mensagem cristã. Gente como Pedro, Silas e, principalmente, Paulo sofreram na própria pele o preço de seguir a Jesus e fazê-lo conhecido: foram perseguidos, espancados, presos e alijados dos mais elementares direitos por sua opção de seguir o “Ide” do Mestre. Das páginas da Bíblia aos dias de hoje, quase tudo mudou, menos a disposição de alguns crentes em arriscar a própria vida em favor das almas sem salvação. Conhecido simplesmente como Irmão Yun, o chinês Liu Zhenying é um homem simples, de pouca instrução formal, para quem o conhecimento do Reino de Deus vem muito mais pela experiência prática do que dos bancos teológicos. Mas tem construído em plena pós-modernidade uma biografia daquelas que a própria Bíblia define como a de homens dos quais o mundo não é digno.

Missionário por convicção, Yun dedicou a maior parte de sua vida à pregação do Evangelho aos seus compatriotas. Foi preso diversas vezes, submetido a trabalhos forçados, fome e maus tratos. Mesmo assim, nunca perdeu a disposição e a visão do Reino de Deus. Ele é o “Homem do Céu”. O apelido, que dá nome ao seu livro autobiográfico escrito em parceria com Paul Hattaway (lançado no Brasil pela Editora Betânia), surgiu depois de um dos muitos problemas que teve com as autoridades de seu país por insistir em fazer proselitismo cristão, o que, pelas leis comunistas que regem a China, é proibido. Líder da Igreja doméstica chinesa – que, ao contrário da Igreja oficial, monitorada pelo governo, luta para viver sua fé livremente, ele certa vez recusou-se a dar aos policiais o seu verdadeiro nome e endereço, para não pôr em risco seus irmãos na fé. Simplesmente gritou: “Sou um homem do céu, meu lar é o céu!”, senha que, ouvida pelos outros crentes, permitiu que todos fugissem a tempo das casas vizinhas.

Nascido em 1958, Yun veio ao mundo numa aldeia pobre da província de Henan, região central da República Popular da China. Era uma época de extrema repressão política no país, quando a Guarda Vermelha da Revolução Cultural espalhava o terror entre os considerados inimigos do regime. Como a Bíblia era um livro proibido e pregar o Evangelho, um crime contra o Estado, só mesmo uma evidente manifestação do poder de Deus poderia levar alguém a crer em Jesus. E ela aconteceu quando o pai de Yun, abatido por um câncer mortal, teve a saúde restabelecida, fato atribuído pela família a um milagre divino. A partir dali, a casa da família virou uma igreja doméstica, onde o nome de Jesus era pregado entre portas trancadas e janelas cerradas. Uma congregação sem bíblias, mas com extremo ardor missionário, nasceu.

Nasce um pregador – “Eu tinha 16 anos de idade quando o Senhor me chamou para segui-lo”, lembra Yun. Seus primeiros passos na fé foram marcados por situações inusitadas – como certa vez em que sonhou que dois homens lhe davam uma Bíblia. Por toda a China, pouquíssimos exemplares das Escrituras resistiram às fogueiras do Partido Comunista. Apenas a leitura do Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung era permitida. Após orar e jejuar semanas a fio por uma Bíblia, os dois homens que vira no sonho foram sorrateiramente à sua casa e lhe entregaram um exemplar da Palavra de Deus. Após ler e decorar passagens inteiras, o jovem Yun ouviu alguém lhe dizer, no meio de uma noite, que seria enviado a pregar o Evangelho. Pensou que era sua mãe quem o chamava, mas após ouvir a voz mais duas vezes, entendeu, à semelhança do que ocorreu com Samuel, que era o próprio Deus que o comissionava como sua testemunha.

Em pouco tempo, a história do rapaz que havia recebido “um livro do céu” correu a região. Yun começou a ser chamado a várias vilas, sempre encontrando pessoas ávidas por ouvi-lo. Batizava os novos convertidos às escondidas, durante as madrugadas. “Multidões se convertiam todos os dias”, relata em seu livro. Começou a ser perseguido, e à semelhança dos apóstolos do Novo Testamento, compartilhava a Palavra de Deus por onde ia ou era levado – inclusive na cadeia. Chegou a passar três anos preso, e numa dessas detenções conseguiu fugir inexplicavelmente pelo portão principal da penitenciária. Esteve com a vida por um fio diversas vezes, como na ocasião em que jejuou por mais de 70 dias. “Tenho fome de homens e almas”, dizia resolutamente aos que lhe aconselhavam a comer.

Para Yun, os longos períodos de prisão, embora o afastassem da igreja, da mulher, Deling, e dos dois filhos, eram uma oportunidade e tanto para evangelizar os companheiros de cela. “Eu fiz um acordo com o líder da prisão, que se eu fizesse bem as minhas tarefas, ele me deixaria ficar com a minha Bíblia”, lembra. “A maioria dos prisioneiros não eram criminosos perigosos e descobri que muitos deles tinham membros da família que eram cristãos”. Após sucessivos processos, foi solto pela última vez em 1999 e fugiu da China com a família, primeiro para Myanmar e depois para a Alemanha, onde obteve a condição de refugiado. Mesmo no Ocidente, Yun mantém contato frequente com a Igreja clandestina chinesa e atua mobilizando a comunidade evangélica internacional em favor dos crentes perseguidos de seu país. Ele fundou a missão Back to Jerusalem (“De volta a Jerusalém”), que treina missionários para pregar o Evangelho na chamada Janela 10-40, região imaginária situada entre aqueles paralelos geográficos e que inclui as nações menos evangelizadas do mundo, inclusive a China.

Presença requisitada no mundo todo, o missionário visita o Brasil pela primeira vez agora em abril. Aqui, cumpre uma agenda que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG) e Brasília, entre outras localidades. “Minha primeira impressão sobre o país veio pelas palavras de um jogador de futebol brasileiro que, depois da conquista da Copa do Mundo de 1994, disse que foi Deus quem lhe deu a vitória”, diz Yun. Com esta viagem, ele espera proclamar aos cristãos brasileiros a necessidade de cada qual, em particular, se tornar um “discípulo consequente” de Jesus. Irmão Yun espera que sua presença no Brasil sirva de despertamento para a Igreja Evangélica nacional acerca de urgência da evangelização mundial. “Nosso chamado é o de levar o Evangelho a todas as nações por onde passarmos”, conclui.

“Orem pela Igreja clandestina”

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Journey Of Reconciliation Legendado - Metal Cristão


A parábola do campo de trigo


"Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio. Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio? Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro. Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. E ele, respondendo, disse: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos. Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça." - Mateus 13 [24:29 – 36:43]


"O Senhor faz tudo com um propósito; até os ímpios para o dia do castigo." - Provérbios 16:4

"Ele respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pelas raízes." - Mateus 15:13

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Algo mais fundamental por baixo de tudo



Estava eu conversando com um amigo sobre um tema muito comum em Ciência da Computação, "A Abstração". A abstração consiste numa simplificação da realidade objetivando obter um modelo relevante para a aplicação. Há vários níveis de abstração do pensamento e todos eles podem ser expostos através de um meio ou mídia. Um jeito de fazer isso é através da linguagem outro é através dos algoritmos computacionais ou não computacionais. Indo um pouco além, é correto afirmar que o mundo que nos é apresentado é uma abstração. Com isso, não quero ir ao extremo e dizer que este monitor a sua frente não existe, afirmo que de fato ele existe e é o que é. Entretanto como ele é apresentado, filtrado e compreendido por seu cérebro é abstrato, ou seja, ele não está inteiro em sua cabeça, mas apenas a parte que lhe é relevante. Você simplesmente ignora boa parte de seu funcionamento, pois isto não lhe é importante. O mesmo acontece quando sonhamos... Quando sonhamos com nossa namorada, amigos ou familiares essas pessoas não estão realmente lá e nem são elas mesmas, elas são você. Afinal não é possível sonhar em dupla, pelo menos ainda não. A realidade é mais fundamental. Como uma pintura quando olhada de muito perto parece apenas manchas, mas se olhada a distancia as cores e sombras formam signos interpretados pelo cérebro como objetos. E é assim que penso na realidade. Nós humanos só vemos parte da obra do Criador, pois estamos muito perto, mas há algo além um nível de abstração superior que controla toda a existência. Comentem...



E a ciência já confirma isso, veja:

 



Dica de Jogo: "Caminho Estreito"


É com grande empolgação que lhes indico esta obra prima querido leitor. Caminho Estreito é um jogo de computador gratuito que pode ser baixado AQUI. Ele se assemelha ao conto O Peregrino que narra a viagem do cristão da cidade da destruição para a Jerusalém Celestial escrito pelo pastor John Bunyan e publicado na Inglaterra em 1678. O livro é uma alegoria da vida cristã e pode ser encontrado AQUI. Do mesmo jeito o jogo narra a história do personagem "Desesperado" em busca da salvação. Assista logo abaixo uma análise desta obra eletrônica:


Agora estou seriamente inclinado a também transformar meu livro em um jogo usando o mesmo game maker deste aqui.

Dica: Faça cópias deste jogo e distribua livremente a todas as crianças que vo gostaria de levar à Palavra. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A ETERNA CRUZ



A Cruz da História é somente a da Crucificação. A Cruz é o que vem antes de tudo, inclusive da Crucificação. O Cordeiro de Deus foi imolado antes da criação de qualquer criação. Por essa mesma razão Aquele que tem o poder de “abrir o Livro e lhe desatar os selos” é o Leão de Judá, a Raiz de Davi, mas quando essas faces são procuradas por João —que antes chorava muito em desesperança (Ap 5:4-5)—, quem ele vê é um Cordeiro “como havia sido morto”. Nós cristãos pensamos que nossa salvação veio do sofrimento de Jesus por nós! Sofrimento não salva, apenas amargura e mata! Nossa salvação não vem da Crucificação, mas da Cruz! A Crucificação é um cenário! A Cruz é o sacrifício eterno que teve na Crucificação apenas o seu cenário histórico! Quando Paulo diz que só se gloriava na Cruz, ele não nos aponta um espetáculo histórico, o qual ele nunca nem perdeu tempo em “descrever” como evento martirizante e agonizante. Para ele a Cruz era “o mistério outrora oculto e agora revelado” — com todas as implicações da Graça em nosso favor. A Crucificação estava exposta às interpretações dos sentidos humanos: “Este era verdadeiramente Filho de Deus” — confessava o centurião, perplexo com o modo como Jesus morrera. Também reagia assustado diante do fato que a terra tremia enquanto a escuridade envolvia subitamente a tarde daquele dia. A Cruz, todavia, é infinitamente maior que a Crucificação. O Sangue que purifica de todo pecado não um líquido; é uma oferta de amor perdoador que existiu como tal ainda antes que qualquer forma de sangue tivesse sido criada. A Cruz é uma eterna decisão de Deus com Deus. O Sangue Eterno é a Decisão da Graça! Na história, o sangue foi derramado para manifestar aquilo que em Deus já estava feito! Jesus Consumou o que nEle já estava Consumado desde a eternidade! Na Páscoa, portanto, celebra-se o cordeiro simbólico que aparece desde o Gênesis. Ganha rito instituído no Êxodo, é praticado durante séculos e tem sua Realização Histórica na Crucificação. A Cruz, no entanto, é o Fator Criador por trás de toda criação: o Cordeiro de Deus foi imolado antes da fundação do mundo! Nessa consciência o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Por isso é que eu posso caminhar sem medo. Não procurarei aquilo que faz sofrer e que é pecado. Mas também não vivo mais as fobias e neuroses do pecado. É a certeza da Graça eterna aquilo que nos dá paz para viver na terra. Sem o êxodo da Crucificação apenas como cenário para a Cruz como bem eterno que garante paz com Deus e vida na terra, ninguém tem paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. A Crucificação é o Cenário exterior! A Cruz tem que ser a Realidade interior! A Crucificação revela a maldade humana! A Cruz revela a salvação de Deus! Quem crê é Justificado e tem paz com Deus. Além disso, já passou da morte para a vida! Caio

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Éden em nós

Quando Paulo diz em II Coríntios que receava que “assim como a serpente enganou a Eva”, do mesmo modo fossem “as nossas mentes corrompidas”, afastando-nos da pureza e simplicidade devidas a Cristo — ele fazia isto se relacionar à seqüência do texto, que mostra os “falsos apóstolos, ministros de justiça (disfarçados) e anjos de luz (travestidos); todos figuras representativas da serpente que enganou a Eva e seu marido; e que, agora, em seu disfarce apostolar, afastavam o povo da simplicidade e pureza do Evangelho; fosse com sua crença legalista e anti-graça (judaizantes); fosse mediante as perversões de evangelhos gnósticos, do Cristo esotérico, as quais eles tentavam “vender” para o povo. Entretanto, ao dizer “Receio de vós que assim como a serpente enganou a Eva, assim também sejam corrompidas as vossas mentes” — o apóstolo abria uma nova dimensão para o Éden. Sim, o Éden da Mesopotâmia, geográfico, dava agora lugar ao Éden não lugarizado, e que existe e re-existe sempre outra vez no coração humano; posto que a arquitetura da alma humana é sempre um Éden. Sim, um Éden no útero da mãe, de onde somos expulsos. Um Éden na infância, da qual somos expulsos. Um Éden na adolescência, de onde somos forçados a sair. Um Éden na juventude, de onde se tem que sair para virar adulto e arar a terra. Um Éden histórico, do qual sairemos não mais como expulsos, mas como elevados à Glória pela Graça de Cristo. Ora, de um lado, todos estão fora do Éden; pois “pecamos à semelhança do pecado de Adão” — segundo Paulo, escrevendo aos Romanos. Por isto se diz que “todos pecaram” e que todos “igualmente carecem da Glória de Deus”. Assim, a humanidade nasce fora do Éden; pois, ‘em’ Adão e ‘como’ Adão — fomos tanto nele como também em nós mesmos, expulsos do Éden! Todavia, a constituição da alma é sempre um Éden Psicológico. Sim, porque na alma, todos nós, temos Adão (animus), temos Eva (anima), temos a Árvore da Vida (a vocação para o eterno), temos a Árvore do Conhecimento do Bem de Mal (nossa vontade de independência de Deus), temos todas as arvores do Jardim (a liberdade ampla de boas escolhas de vida; sem proibições), temos a Voz de Deus, e também os sons sibilantes da serpente oportunista, e que faz seu “bolo de serpente” pronta para “o bote”, justamente nos galhos da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Esta é a constituição arquetípica de nosso aparelho psíquico. Ora, nesse sentido, o Éden é um lugar em nós; e do qual nos sentimos exilados pela culpa e pela transgressão essencial que nos faz já nascermos dando curiosos ouvidos às sibilações da serpente; a qual trabalha contra alma sempre com a proposta de um saber que nos faça prescindir, supostamente, de Deus. Assim, a serpente invisível, e que existe como ente espiritual, ganha seu poder quando a serpente do aparelho psíquico repete para nós, conforme nossas pulsões interiores, as mesmas propostas feitas pela serpente do Éden Mesopotâmico. Desse modo, mesmo expulso do Éden, carregamo-lo como realidade psíquica e arquetípica em nós mesmos! Ora, assim como um Querubim foi posto no caminho para a Árvore da Vida, no Éden da Bíblia; assim também há um Querubim, no Éden da alma, e que nos impede o acesso autônomo à vida sem Deus; ou seja: à tentativa de viver eternamente sem Deus! Daí vem todo o sentimento de idas e vindas que sentimos em nós mesmos; ora sentindo-nos no Éden; ora exilados dele — tudo isto sendo reeditado pelas experiências de culpa. Paulo diz que os Coríntios estavam vivendo na Graça a experiência de uma Eva não seduzida; existindo num Éden pacificado pelo amor e pelo perdão de Deus. Entretanto, ele avisa que como os mesmos elementos do Éden existem em nós, continua sempre a possibilidade de que as “serpentes” de fora (no caso deles os falsos apóstolos), pudessem encontrar o seu recíproco narcisista em nós; e, assim, sermos enganados; e, mais uma vez, expulsos do Éden da simplicidade e pureza devidas a Cristo. É por tal razão que muitos cristãos confessam o tempo todo que são de Cristo, mas, apesar disto, vivem em estado de permanente angustia. Sim, a angustia dos exilados; e eles nem mesmo sabem a razão. Digo isto porque somente a simplicidade e a pureza do Evangelho, vivido pela fé no Filho de Deus, é o que nos veste para que a existência no Éden interior não seja feita da culpa que se esconde por de trás das árvores do Jardim, mas da paz dos reconciliados e vestidos pelo Sangue do Cordeiro. Entretanto, quem não reconhece que o cenário do Éden o habita, esse é sempre enganado, pensando que a serpente de fora é quem nos manipula, sem nos darmos conta que é a serpente que habita a constitutividade de nosso ser, o elemento psíquico que mais nos seduz à autonomia; ou a qualquer que seja o “outro evangelho”. Assim, arquetípica e simbolicamente, a Árvore da Vida é o Evangelho; as outras árvores do Jardim são toda nossa liberdade; a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal é nossa intrínseca vontade de ascender por conta própria; a serpente é a pulsão desse desejo; a anima é a via pela qual o desejo de transcendência se torna objeto de perversão; animus é a legitimação do ato psíquico da anima; e o Querubim é o impedimento divino que nos mantém sem a eternidade autônoma; pois, do contrário, seriamos fixados num estado de irredimibilidade. Paulo, portanto, nos assegura que somente a pureza e a simplicidade do Evangelho de Cristo é o que pode nos fazer vencer as seduções externas e internas das serpentes! Pense nisto! Nele, Caio

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Theocracy - New Jerusalem (legendado)


Mais que vencedores



Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.

Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final. Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É  a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos co-participantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!

Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão claras como a luzes da aurora no esplendor do amanhecer.

O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê. Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam.  Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo.” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que  te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.

Fundamentação e inspiração Bíblica

Mateus 13
24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo;
25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.
26 Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio.
27 Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio?
28 Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo?
29 Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo.
30 Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.
36 Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.
37 E ele, respondendo, disse: O que semeia a boa semente é o Filho do homem;
38 o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno;
39 o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos.
40 Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.
41 Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade,
42 e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.
43 Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.