Eu tinha um tio que vou chamar aqui apenas de Tio “C”. Tio C era um sujeito legal. Guardo dele uma lembrança carinhosa. Mas havia alguma coisa no mundo de Tio C que, para mim, quando criança, era maravilhosamente assustadora. Talvez nem fosse ele. Talvez fosse a casa. Ele era o clássico tio solteirão ... uma espécie de contraparte masculina daquela figura quase folclórica da “tia dos gatos”. Só que, em vez de dezoito gatos, havia coleções. Hoje talvez chamássemos alguém assim de über nerd. Mas Tio C veio de uma época em que ser nerd exigia espaço físico. Ele colecionava filmes.