sábado, 21 de julho de 2012

Quem está com a verdade?

Quem está com a verdade? Até que ponto a verdade do outro pode ser encarada como absoluta, imutável? A verdade só é verdade quando embasada por fatos e mesmo assim pode não ser verdade para aqueles que não tiveram conhecimento dos mesmos. Assim, não existe verdade? Tire suas conclusões com o vídeo abaixo...
  A verdade para algumas pessoas, é nada mais, nada menos do que o ponto de vista de cada um. Tem verdades embasadas em justificativas ou conveniências, são verdades relativas e dependendo do poder de convencimento do locutor até passamos a crer nesta verdade também, porém, não tenho dúvidas de que a verdade absoluta está no conjunto de bom senso, coerência, justiça e atitude cristã.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

domingo, 15 de julho de 2012

A dor que nos purifica



A cruz e o sofrimento nos purificam, pois abrem nossos olhos para panoramas de vida maiores, mais verdadeiros e belos. O sofrimento nos ajuda a escalar os cumes do amor a Deus e do amor ao próximo.

São inúmeras as histórias de homens e mulheres que, sacudidos pelo sofrimento, acordaram, adquiriram uma nova visão – que antes era impedida pela vaidade, pela cobiça e pelas futilidades – e perceberam com olhos mais puros: o que vale a pena, de verdade, é Deus que nunca morre nem trai. Descobriram que n’Ele se encontra o verdadeiro amor pelo qual todos ansiamos e que nenhuma outra coisa consegue satisfazer. Entenderam que o importante são os tesouros no céu, pois estes nem a traça rói nem os ladrões arrebatam (cf. Mt 6,20). Perceberam, enfim, que os outros também sofrem, por isso decidiram se esquecer de si mesmos e dedicaram-se a aliviá-los e ajudá-los a bem sofrer.

É uma lição encorajadora verificar que, na vida de São Paulo, as tribulações se encadeavam umas às outras, sem parar, mas nunca o abatiam. É que ele não as via como um empecilho, mas como graça de Deus e garantia de fecundidade, de modo que podia dizer de todo o coração: “Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo” (2Cor 4,10). E ainda: “Sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo; porque quando me sinto fraco, então é que sou forte!” (2Cor 12,10). Até mesmo com entusiasmo: “Nós nos gloriamos das tribulações, pois sabemos que a tribulação produz a paciência; a paciência, a virtude comprovada; a virtude comprovada, a esperança. E a esperança não desilude, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom 5,3-5).
 
É o retrato perfeito da alma que se agiganta no sofrimento, que se deixa abençoar pela cruz. Outro exemplo muito significativo. Uma perseguição injusta dos seus próprios confrades arrastou São João da Cruz a um cárcere imundo. Todos os dias, ele era chicoteado e insultado. Mal comia. Suportava frios e calores estarrecedores. Para ler um livro de oração, tinha de erguer-se nas pontas dos pés sobre um banquinho e apanhar um filete de luz que se filtrava por um buraco do teto. Foi nesses meses de prisão, num cubículo infecto, que ganhou o perfeito desprendimento, alcançou um grau indescritível de união com Deus e compôs, inundado de paz, a ‘Noite escura da alma’ e o ‘Cântico espiritual’, obras consideradas dois dos cumes mais altos da mística cristã. E, uma vez acabada a terrível provação, quando se referia aos seus torturadores, chamava-os, com sincero agradecimento, “os meus benfeitores”.
 
As histórias de mulheres e de homens santos, que se elevaram na dor, poderiam multiplicar-se até o infinito: mães heroicas, mártires da caridade… Daria para encher uma biblioteca só com a vida dos mártires do século XX, como São Maximiliano Kolbe, que, na sua cruz – na injustiça do campo de concentração nazista, nos tormentos, na morte –, achou e soube dar o amor e a vida com alegria.

Francisco Faus

sábado, 7 de julho de 2012

ALERTA: Evidências bíblicas sobre a época da volta de Jesus

Por Antonio Calil, enviado por email.

O dia e a hora não sabemos (Mateus 24: 36), mas a época do arrebatamento que dá início à segunda vinda de Jesus  não nos surpreenderá (I Tessalonicenses 5: 4). Há uma enorme diferença entre se saber o dia e a hora (dado este que ninguém sabe a não ser Deus) e a época do arrebatamento que o Senhor nos revela através de sua Santa Palavra. 
Da mesma forma que Deus anunciou, 800 anos antes, a Abraão (Gen. 15:13) que o povo de Israel seria libertado do Egito após 400 anos de aflição.
Da mesma forma que Deus anunciou a Jeremias (Jer. 29:10), 100 anos antes, que o povo de Judá e Israel seria libertado da Babilônia após 70 anos de cativeiro.
Da mesma forma que Deus anunciou a Daniel (Dan. 9:24-26), 550 anos antes, a época da primeira vinda de Jesus, o Messias e Redentor de Israel.
Desta mesma forma, o próprio Jesus e seus profetas nos revelaram sobre a época de sua segunda vinda que, em suma, será o maior acontecimento de toda a história do povo de Deus (Igreja e Israel) e de toda a humanidade, e que será desencadeada pelo arrebatamento da Igreja fiel. Serão estas evidências inquestionáveis que abordaremos nas próximas linhas.
Observe que para o Senhor 1000 anos equivale a 1 dia (II Pedro 3:8 e Salmos 90:4)
Ao tratar da segunda vinda do Senhor, o apóstolo Pedro em sua segunda carta no capítulo 3, em especial no versículo 8, nos revelou algo que não devemos ignorar quando o assunto é a segunda vinda.
8. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
Primeira Evidência (para Igreja e para Israel)
Em diversas bíblias e até em dicionários, verifica-se facilmente que Adão foi criado em torno de 4.000 anos a.C. Logo, de acordo com a equação de II Pedro 3:8: Se 1000 anos é igual a 1 dia, logo 4.000 anos é igual a 4 dias. De Jesus Cristo até os dias atuais se passaram aproximadamente 2000 anos, ou seja, 2 dias. Logo se somarmos 4 (antes de Cristo) mais 2 (depois de Cristo) resultam 6 dias.  Interessante que Jesus Cristo nos revela no evangelho de João 5: 17 o seguinte:
17. E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.
Ora, como é que o Pai trabalha até agora, se no livro do Gênesis 2:3 diz que Deus descansou no sétimo dia? Veja:
3. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
Ocorre que o dia de descanso ainda não chegou, mas está na iminência de chegar, uma vez que já são passados cerca de 6000 anos desde Adão, ou seja, 6 dias já são passados, e o sétimo dia, que é o de descanso, que deve corresponder a 1000 anos, é tratado na Bíblia em Apocalipse 20:1-2,6:
1. E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão.
2. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.
6. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.
Mil anos sem Satanás, com Jesus Cristo reinando nesta Terra no seu Reino Milenar de Paz. Como 1000 anos é igual a 1 dia, este dia de paz corresponde ao dia de descanso de Gênesis 2:3, e está na iminência de se iniciar. Os seis primeiros dias, ou seja, os cerca de 6000 anos desde Adão até hoje se findarão com a segunda vinda do Senhor, que se inicia com o arrebatamento da Igreja do Senhor.
Segunda Evidência (para a Igreja)
Na parábola do Bom Samaritano em Lucas 10:35, o samaritano que representa o Senhor Jesus, ao partir para viagem, tira dois dinheiros (dois denários) e os dá ao hospedeiro dizendo, em síntese: Cuida do ferido e quando eu voltar to pagarei o que for devido.
33. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
34. E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
35. E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
De acordo com os dicionários bíblicos, 1 denário é igual a 1 dinheiro, moeda romana de prata usada na época de Jesus, que correspondia ao salário que um trabalhador da época recebia por 1 dia de trabalho. Ora, se o samaritano (Jesus) tirou 2 dinheiros para pagar ao hospedeiro seu trabalho até que voltasse, é porque voltaria em 2 dias (já que 1 dinheiro paga 1 dia de trabalho). Repare que, como 1 dia para o Senhor equivale a 1000 anos, ao indicar que voltaria em 2 dias, o Senhor nos aponta que retornaria por volta de 2000 anos. Logo, esta é mais uma evidência de que a vinda do Senhor é para os nossos dias.
Observe que para o Senhor, 1000 anos equivale a 1 vigília, de acordo com Salmos 90:4
1. [Oração de Moisés, homem de Deus] SENHOR, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.
2. Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.
3. Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.
4. Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.
De acordo com os dicionários bíblicos, nos tempos bíblicos a noite se dividia em quatro vigílias, sendo a 1ª vigília de 18:00 h às 21:00 h, a 2ª vigília de 21:00 h à meia-noite, a 3ª vigília de meia-noite às 03:00 h e a 4ª vigília de 03:00 h às 06:00 h.
Terceira Evidência (para a Igreja)
Em Lucas 12: 37-38, o Senhor Jesus, ao tratar de sua segunda vinda, na parábola do Servo Vigilante, revela que poderá vir na 2ª na 3ª vigília.
37. Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá.
38. E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos.
Repare que como 1000 anos é igual a 1 vigília, a 2ª vigília corresponde ao 2º milênio e a 3ª vigília ao 3º milênio. Ou seja, quando Ele se refere à possibilidade de voltar na 2ª ou 3ª vigília aponta para a transição do 2º para o 3º milênio, ou seja, para os nossos dias.
Quarta Evidência (para a Igreja)
Ora, para que não houvesse dúvidas sobre a parábola do servo vigilante acima comentada, em Mateus 25:6, ao tratar também de sua segunda vinda o Senhor nos revela, na parábola das dez virgens, que o esposo retorna à meia-noite, ou seja, exatamente na transição da 2ª para a 3ª vigília. Veja:
5. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.
6. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Pare para pensar: o Senhor Jesus não se conteve como na parábola do Servo Vigilante, mas deixou bem claro que sua vinda é entre a 2ª vigília e a 3ª vigília, à meia-noite, especificamente na época de transição entre o 2º e o 3º milênios. O que não se sabe é se a contagem é do nascimento ou de outro evento de sua vida como sua ressurreição ou ascensão aos céus, mas que é para os nossos dias não restam dúvidas.
Quinta Evidência (para Israel)
Em Oséias 6:1-2, a profecia é dirigida para Israel que foi despedaçado e ferido partindo para a Grande Dispersão no ano 70 d.C., com a invasão e destruição de Jerusalém pelo General Romano Tito.
1. Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida.
2. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele.
Repare que a vida é recebida, após cerca de dois dias (2000 anos) tendo sido fundado o Estado de Israel, em 14 de maio de 1948 e que será ressuscitado (voltará para o Senhor) por ocasião de sua segunda vinda, no 3º dia (3º milênio já iniciado).
Sexta Evidência (para a Igreja e para Israel)
Em Mateus 24:32-36, Jesus nos revela um limite para que todas estas coisas aconteçam (sua segunda vinda) através da parábola da figueira, inclusive garantindo que estas Palavras são mais firmes do que o céu e a terra.
32. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.
33. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.
34. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.
35. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.
Israel na Bíblia é comparado frequentemente com uma videira e com uma figueira (Joel 1:12). Ora, a figueira passou a brotar folhas e tornar seus ramos tenros a partir de 14 de maio de 1948, quando da fundação do Estado de Israel. Ocorre que o Senhor nos revela que não passará a geração dos ramos e das folhas da figueira sem que todas estas coisas aconteçam. De acordo com a Bíblia uma geração dura cerca de 70 anos. É o que nos revela o Livro dos Salmos 90:10:
10. Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando.
Assim 70 anos depois da figueira (Israel) ter brotado suas folhas e seus ramos, chegamos ao ano de 1948 + 70 = 2018, que seria o limite para o cumprimento de toda a Palavra Profética relativa à segunda vinda do Senhor. Ora, como o arrebatamento ocorre pelo menos 7 anos antes da vinda gloriosa do Senhor Jesus (dois períodos de 3 anos e meio da Grande Tribulação), poderíamos entender que este se daria a partir de 2011, o que exige de nós maior vigilância.
Há muitas outras evidências, e TODAS apontam que a segunda vinda do Senhor é para os nossos dias.
Alegremo-nos porque a nossa redenção e vitória eterna se aproxima.
Prepara-te para que não fiques para trás, e não percas esta oportunidade única que é o arrebatamento da Igreja do Senhor, pois Ele está às portas. Lembra-te que hoje você sabe o que vai acontecer nos próximos dias, só não serás salvo se não quiseres, portanto abandone todo o pecado que te afastas do Senhor: um futuro de glória eterna se anuncia para você.
Divulgue estas Escrituras para que outros sejam despertados nestes dias que antecedem o fim do tempo da graça.
Que Deus te abençoe.

domingo, 1 de julho de 2012

Fósforos

...os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. - Hebreus 11:33
Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano. Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas. Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pezinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe. A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando. Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo. Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio. Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel. Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria! Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso. Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo. Sim: nisso ela pensava!Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior. Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão. O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos. Suas mãozinhas estavam duras de frio. Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz! Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se. Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha... Que luz maravilhosa! Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa. Como o fogo ardia! Como era confortável! Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado. Riscou um segundo fósforo. Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado. Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria. Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo. "Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus. Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna. - Vovó! - exclamou a criança. - Oh! leva-me contigo! Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar! Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal! E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus. Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho. O sol do novo ano se levantou sobre um pequeno cadáver. A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados. - Queria aquecer-se - diziam os passantes. Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia do Ano­Novo. (Hans - Christian Andersen)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Facetas


 Eu vivo em um universo excêntrico, um louco, lúcido, que muito aprendeu, mas pouco sabe...
Caminho pela vida, quase o tempo todo, Em um quarto fechado sem paredes, conheço mil lugares.

Quando olho no espelho, incompleto ou inteiro.
 Sinto saudade de outrora,
Real ou fictício, contemplo os inúmeros flashes, da minha enganadora memória.

Quando anseio enxergar o paraíso, faço da paz minha morada,
Quando, estar feliz é mais que um sorriso, as cores vem e inundam minha alma apagada...

Como a Fênix me vejo, anseio o passamento para o fim, degustando da morte, Só assim surgirá um novo ser, renovado enfim, com um fulgor mais forte.


Rogério L. Martins

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A descida do espírito na matéria está completa.

Não sou um teólogo; sou um médico e um psicólogo. Mas, como médico, tenho tido experiências com milhares de pessoas de todas as partes do mundo. Estudei cuidadosamente a psicologia delas, a qual é e deve ser o meu guia. De minha experiência com esses milhares de pacientes, convenci-me de que o problema psicológico de hoje é um problema espiritual, um problema religioso.
O homem de hoje está faminto e sedento de uma relação segura com as forças psíquicas dentro de si mesmo. Sua consciência, recuando em face das dificuldades do mundo moderno, carece de um relacionamento com condições espirituais seguras. Isso o fará neurótico, doente, assustado. A ciência disse-lhe que não existe Deus, que tudo o que existe é matéria. Isso privou a humanidade de sua floração plena, de sua sensação de bem-estar e de segurança num mundo confiável.
Na medida em que o homem moderno é compelido a voltar-se para si mesmo, tomado de dúvida e medo, ele olha para a sua própria vida psíquica, a fim de que lhe dê algo de que sua vida exterior o privou. Em virtude do atual interesse generalizado por toda a espécie de fenômenos psíquicos — um interesse como o mundo não conhecia desde a segunda metade do século XVII — não parece fora do alcance da possibilidade acreditar que estejamos no limiar de uma nova época espiritual; e que, das profundezas da própria vida psíquica do homem, nascerão novas formas espirituais.
Olhamos o mundo à nossa volta, e que vemos? A desintegração de muitas religiões. É geralmente admitido que as igrejas não estão dominando as pessoas como outrora, especialmente as pessoas educadas, que não sentem mais serem redimidas por qualquer sistema de teologia. O mesmo se vê nas antigas religiões institucionais do Oriente: o confucionismo e o budismo. Metade dos templos de Pequim estão vazios. Em nosso mundo ocidental, milhões de pessoas não vão à igreja. Só o protestantismo se desmembrou em quatrocentas seitas religiosas.
Contraste-se esse estado de vida e pensamento com o da Idade Média. Nesses séculos, quase toda a gente ia à missa todas as manhãs. A vida toda era vivida dentro da igreja ou à sua sombra, o que se converteu numa tremenda saída de energia psíquica. Em vez disso, temos hoje uma vida intricada e complexa, cheia de dispositivos mecânicos para a existência. Uma vida coroada de automóveis, rádios e filmes. Mas nenhuma dessas coisas é um substituto para o que perdemos. A religião dá-nos uma rica aplicação para os nossos sentimentos e emoções. Propicia significado à vida. O homem, na Idade Média, vivia num mundo significativo. Sabia que Deus tinha feito o mundo com um propósito definido; tinha-o feito a ele com um propósito definido: ganhar o céu ou o inferno. Isso fazia sentido. Hoje, o mundo em que todos nós vivemos é um manicômio. Isto é o que muita gente está sentindo. Algumas pessoas procuram-me para me dizer isso. Toda aquela energia que estava na origem do rico florescimento da vida emocional do homem durante a Idade Média, e que encontrou expressão na pintura dos grandes quadros religiosos, na escultura das grandes estátuas religiosas, na construção das grandes catedrais, apagou-se na insipidez e no tédio. Não se perdeu, porque é uma lei que a energia não pode perder-se.
Então em que se converteu? Para onde foi? A resposta é que está no inconsciente do homem. Pode-se dizer que desceu para um andar inferior.
A ativação do inconsciente é um fenômeno peculiar dos nossos dias. Durante toda a Idade Média, a psicologia das pessoas era inteiramente diferente do que é hoje; elas não tinham a percepção de qualquer coisa fora da consciência. Antigamente, os homens nem mesmo sentiam que tivessem uma psicologia, como nós agora. O inconsciente era contido e mantinha-se dormente na teologia cristã. A visão de mundo resultante era universal, absolutamente uniforme — sem espaço para a dúvida. O homem tinha começado num ponto definido, com a Criação; todos sabiam tudo a respeito disso. Mas hoje, os conteúdos arquetípicos - de que antigamente as explicações da Igreja cuidavam de um modo mais ou menos satisfatório - soltaram-se de suas projeções e estão perturbando as pessoas modernas. Perguntas sobre para onde vamos e por que são feitas de todos os lados. A energia psíquica associada a esses conteúdos está sendo mais estimulada do que nunca; não podemos permanecer alheios a isso. Camadas inteiras da psique estão vindo à luz pela primeira vez. Por isso é que temos uma tão grande exuberância de "ismos". Grande parte dessa energia é canalizada para a ciência, por certo; mas a ciência é nova, sua tradição é recente e não satisfaz as necessidades arquetípicas. A atual situação psicológica não tem precedentes; do ponto de vista de toda a experiência prévia, ela é anormal.
O homem civilizado, em seus sonhos, revela a sua necessidade espiritual. Quando a ciência moderna desinfetou o céu, não encontrou Deus. Alguns cientistas dizem que a ressurreição de Jesus, o nascimento no ventre de uma virgem, os milagres — todas essas coisas que alimentaram o pensamento cristão ao longo das eras, são belas histórias, mas inverídicas. Mas eu digo: Não esqueçam o fato de que essas idéias que milhões de homens alimentaram de gerações em gerações são grandes e eternas verdades psicológicas.
Examinemos essa verdade, tal como um psicólogo a vê. Aqui temos a mente do homem, sem preconceitos, imaculada, incorrupta, pura, simbolizada por uma virgem. E essa mente virginal do homem pode dar nascimento ao próprio Deus. "O reino do céu está dentro de vós". Isto é uma grande verdade psicológica. O cristianismo é um belo sistema de psicoterapia. Cura o sofrimento da alma.
Mesmo depois que a consciência dele escutou por demasiado tempo à porta da moderna ciência materialista, o homem continuou apegado a essa verdade em seu inconsciente. Os antigos símbolos são hoje bons. Ajustam-se às nossas mentes tão bem quanto se ajustavam às mentes que os conceberam. Bem no fundo do inconsciente de cada um de nós estão todas as tentativas do Grande Ancião para expressar suas experiências espirituais.
Suponha-se que lhe peço para ficar em minha casa. Digo-lhe que ela foi bem construída, que é confortável; que a nossa vida é agradável; que você terá boa comida. Poderá nadar no lago e passear no jardim. Com essas convicções em mente, você decide vir hospedar-se e desfrutar de sua estada. Mas suponha-se que, quando o convido, lhe digo: "Esta casa não é lá muito segura. Os alicerces não são de confiança. Tivemos muitos tremores de terra nesta região e creio que eles ficaram abalados. Além disso, tivemos aqui doença. Alguém morreu recentemente de tuberculose neste quarto". Em tais condições e com essas idéias em mente, você sentiria prazer em estar nessa casa?
Aquele homem medieval de que falei tinha uma bela relação com Deus. Vivia num mundo seguro, ou que ele acreditava ser seguro. Deus olhava por todos; premiava os bons e punia os maus. Havia a igreja, onde o homem podia sempre obter perdão e graça. Tinha apenas de entrar nela para receber uma coisa e outra. Suas orações e preces eram ouvidas. Era espiritualmente amparado.
Mas o que é dito ao homem moderno? A ciência disse-lhe que não existe ninguém para cuidar dele. E, assim, ele vive cheio de medo.
Durante algum tempo, depois que renunciamos ao Deus medieval, tivemos o ouro por divindade. Mas, agora, também ele foi declarado incompetente. Confiamos em exércitos, mas ameaça de gases venenosos derrotou-os. As pessoas já falam sobre a próxima guerra. Num mundo assim é muito natural que todos fiquem neuróticos. Mesmo que a casa onde vivemos seja realmente segura, se você tiver a idéia de que não é, você sofrerá. Sua reação depende inteiramente do que você pensa.
O mais tremendo perigo que o homem tem que enfrentar é o poder de suas idéias. Nenhum poder cósmico da terra destruiu dez milhões de homens em quatro anos. Mas a psique humana fez isso (na guerra de 1914-18). E pode voltar a fazê-lo. Só tenho medo de uma coisa: os pensamentos de pessoas. Tenho meios de defesa contra as outras coisas.
Vivo aqui em minha casa, feliz com minha família. Mas suponhamos que ela adquire a ilusão de que eu sou um demônio em pessoa. Poderei ser feliz com ela, nesse caso? Poderei estar seguro? Todos nós estamos sujeitos a contaminações coletivas.
Voltem o olho da consciência para dentro, a fim de ver o que aí existe. Vejamos o que se pode fazer em pequena escala. Se eu plantei corretamente uma couve, então servi o mundo nesse exato lugar. Não sei que mais posso fazer.
Examinem os espíritos que falam em vocês. Tornem-se críticos. O homem moderno deve estar plenamente cônscio dos terríveis perigos que residem nos movimentos de massa. Escutem o que o inconsciente diz. Prestem atenção à voz desse Grande Ancião dentro de vocês, que viveu tanto tempo, viu e experimentou tanto. Tentem compreender a vontade de Deus: a extraordinariamente potente força da psique.
Eu digo: Devagar. Devagar. Com cada bem chega um mal correspondente, e a cada mal corresponde um bem. Não corram depressa demais ao encontro de um, a menos que estejam preparados para encontrar o outro.
Não estou preocupado a respeito do mundo. Estou preocupado a respeito das pessoas com quem vivo. O outro mundo está todo nos jornais. Minha família e meus vizinhos são a minha vida — a única vida que posso experimentar. O que fica para além é mitologia jornalística. Não é de imensa importância que eu faça uma carreira ou realize grandes coisas para mim mesmo. O que é importante e significativo para a minha vida é que viva o mais plenamente possível para cumprir a vontade divina dentro de mim.
Essa tarefa dá-me tanto que fazer que não tenho tempo para qualquer outra. Deixem-me sublinhar que, se todos vivêssemos desse modo, não precisaríamos de exércitos, nem de polícia, nem de diplomacia, bancos e políticos. Teríamos uma vida cheia de significação e não aquilo que temos hoje: loucura.
O que a natureza pede da macieira é que produza maçãs, da pereira que produza peras. A natureza quer que eu seja simplesmente homem. Mas um homem consciente do que sou e do que estou fazendo. Deus dirige-se à consciência no homem. É essa a verdade do nascimento e ressurreição de Cristo dentro de nós. Quanto maior é o número de pensadores que se apercebem disso, mais perto estamos do renascimento espiritual do mundo. Cristo, o Logos — que quer dizer a mente, a compreensão, o brilho que rasga a escuridão. Cristo foi uma nova verdade acerca do homem.
A latência é, provavelmente, a melhor condição para o inconsciente. Mas a vida saiu das igrejas e nunca mais voltará a elas. Os deuses não se reinstalarão em domicílios que abandonaram uma vez. A mesma coisa aconteceu antes, na época dos Césares romanos, quando o paganismo estava agonizante. De acordo com a lenda, o capitão de uma embarcação que passava entre duas ilhas gregas ouviu um grande som de lamentação e uma voz gritando: Pan ho megas tethneken, o Grande Pã está morto. Quando esse homem chegou a Roma solicitou uma audiência com o imperador, tão importante era a notícia. Originalmente, Pã era um espírito secundário da natureza, principalmente ocupado em apoquentar os pastores; mas, depois, quando os romanos se envolveram mais com a cultura grega, Pã foi confundido com to pan, que significa "o Todo". Passou então a ser o Demiurgo, o anima mundi. Assim, os numerosos deuses do paganismo foram concentrados em um Deus. Então veio a mensagem, "Pã está morto". O Grande Pã, que é Deus, está morto. Somente o homem permanece vivo. Depois, o Deus uno transformou-se em homem, e esse foi o Cristo; um homem para todos os homens. Mas agora também esse partiu, agora cada homem tem que conter Deus em si. A descida do espírito na matéria está completa.

Carl Gustav Jung


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Lúcifer e Satã

Na verdade a palavra Lúcifer nem existe na Bíblia, foi inventada pelos exorcistas da Idade Média. O nome dele no livro de Enoch é Gadreel, o príncipe dos anjos caídos. Ele foi o anjo que comandou a grande rebelião contra Deus, descrita em Ezequiel na profecia do querubim ungido que ficou contra o Criador. Ele é considerado pela Bíblia como Rei de Tiro por causa das ordens místicas que ele controla na terra, que usam o rito de Tiro. A rebelião dele começou a 4 milhões de anos, quando por sua revolta os continentes começaram a migrar, antes tudo fazia parte de um só continente, a Africa. SATÃ É A ANTIGA SERPENTE, O DIABO E SATANÁS DESCRITO NO APOCALIPSE. É o mestre dos reptilianos ou anjos rebelados do cosmos já antes de Lúcifer cair. Satã foi criado por Deus para se opor a vida e a ordem, como caos e morte. E uma criação de Deus, pois não pode existir movimento sem o mal que temos que vencer para crescer mental e espiritualmente (veja Isaías 45 – Leia todo o capítulo - O ouro é purificado no fogo das adversidades). Os essênios chamavam satã de Melkiresha, o oposto do Espírito Santo. Portanto a diferença é que Satã é mais antigo do que Lúcifer. Lúcifer fez uma rebelião especifica no cosmos e Satã é o pai de todas as rebeliões, criado como OPOSITOR, o nome DIABOLUS é “Aquele que Separa” na linguagem antiga.

Texto retirado de um post de Maquiventa no orkut.