Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com
Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a
esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de
Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que
a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a
esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está
derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque
Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque
apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse
morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós,
sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo
seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos
reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já
reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos
gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a
reconciliação. Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo
pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que
todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é
imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés,
até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o
qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a
ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de
Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre
muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o
juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito
veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a
morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do
dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por
uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também
por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação
de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos
pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém,
a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a
graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse
pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. - Romanos
5:1-21
sábado, 18 de janeiro de 2014
O poder da fé - Por Paulo
Ora, a fé é a certeza daquilo que
esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os
antigos receberam bom testemunho. Pela fé entendemos que o universo foi formado
pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível. Pela
fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi
reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja
morto, por meio da fé ainda fala. Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que
não experimentou a morte; "ele já não foi encontrado porque Deus o havia
arrebatado", pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha
agradado a Deus. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima
precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. Pela fé Noé,
quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo
temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou
o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé. Pela fé Abraão,
quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como
herança, embora não soubesse para onde estava indo. Pela fé peregrinou na terra
prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque
e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem
alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus. Pela fé, Abraão — e também a
própria Sara, apesar de estéril e avançada em idade — recebeu poder para gerar
um filho, porque considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Assim,
daquele homem já sem vitalidade originaram-se descendentes tão numerosos como
as estrelas do céu e tão incontáveis como a areia da praia do mar. Todos estes
ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido;
viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e
peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se
estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em
vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por
essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois
preparou-lhes uma cidade. Pela fé Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu
Isaque como sacrifício. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto
de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: "Por meio
de Isaque a sua descendência será considerada". Abraão levou em conta que
Deus pode ressuscitar os mortos; e, figuradamente, recebeu Isaque de volta
dentre os mortos. Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú com respeito ao futuro
deles. Pela fé Jacó, à beira da morte, abençoou cada um dos filhos de José e
adorou a Deus, apoiado na extremidade do seu bordão. Pela fé José, no fim da
vida, fez menção do êxodo dos israelitas do Egito e deu instruções acerca dos
seus próprios ossos. Pela fé Moisés, recém-nascido, foi escondido durante três
meses por seus pais, pois estes viram que ele não era uma criança comum, e não
temeram o decreto do rei. Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho
da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os
prazeres do pecado durante algum tempo. Por amor de Cristo, considerou a
desonra riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua
recompensa. Pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou,
porque via aquele que é invisível. Pela fé celebrou a Páscoa e fez a aspersão
do sangue, para que o destruidor não tocasse nos fihos mais velhos dos israelitas.
Pela fé o povo atravessou o mar Vermelho como em terra seca; mas, quando os
egípcios tentaram fazê-lo, morreram afogados. Pela fé caíram os muros de
Jericó, depois de serem rodeados durante sete dias. Pela fé a prostituta Raabe,
por ter acolhido os espiões, não foi morta com os que haviam sido
desobedientes. Que mais direi? Não tenho tempo para falar de Gideão, Baraque,
Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas, os quais pela fé conquistaram
reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a
boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da
fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga
exércitos estrangeiros. Houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta
os seus mortos. Alguns foram torturados e recusaram ser libertados, para
poderem alcançar uma ressurreição superior. Outros enfrentaram zombaria e
açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados,
serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes,
vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados.
O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e
grutas. Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum
deles recebeu o que havia sido prometido. Deus havia planejado algo melhor para
nós, para que conosco fossem eles aperfeiçoados. - Hebreus 11:1-40
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Dica de Livro
Bianca
Toledo – Biografia
Resumo de
Vida:
Nascida em Brasília dia 12 de junho de
1979 desde de pequena sua família se reunia para ouvi-la cantar. Muito tímida
se negava participar de qualquer apresentação pública na escola, mas estudava
piano, violão e já escrevia canções para os amigos e para Jesus, que havia
conhecido na igreja católica, no movimento carismático. Mudou-se para o
interior de São Paulo aos 16 anos, onde teve um encontro marcante e
transformador com Deus, na comunidade evangélica de Araçatuba, decidindo
dedicar sua vida totalmente a Ele. Cursou
a Faculdade de Música Erudita e Popular em São Paulo onde seu ministério de
Louvor e Adoração venceu sua timidez e se tornou cada dia mais expressivo. Comprometida
com a visão celular desenvolveu sua liderança e dedicou-se por muitos anos à formação
de líderes e a sua paixão pelo evangelismo. Aos 21 anos recebeu o desafio de
participar do programa “Raul Gil”na rede Record descobrindo que sua missão
ultrapassava as paredes da igreja, alcançando também o público secular. Suas
interpretações eram marcadas pela intensidade e entrega, vindas da sua adoração
à Deus. Permaneceu no programa por um ano, vencendo “Usina de Talentos” e
participando do álbum de premiação do concurso. Criou o projeto Reina Brasil,
reunindo músicos e compositores para um resgate da cultura brasileira em
celebração ao criador, divulgado-o em muitos programas de TV. Também Participou
em 2007 do encerramento do programa “Criança Esperança”, na rede Globo. Gravou
seu primeiro álbum solo: “O Amor Prevalecerá” em 2008, e trouxe inovação à
musica gospel com poesia e suavidade alcançando o coração daqueles que apreciam
uma boa música ao estilo MPB. A cantora assina algumas composições do cd além
da direção musical. Em 2010 sua vida ficou por um fio e esta experiência
modificou sua trajetória gerando o projeto “A História de um milagre”, livro e
documentário, onde registra os momentos em que esteve entre a vida e a morte,
sua cura e reabilitação redescobrindo a vida em seus mínimos detalhes.
Testemunho:
Eu nasci em Brasília, em 12 de junho
de 1979 e desde pequena, a minha família se reunia para me ouvir cantar. Muito
tímida, me negava a participar de apresentações públicas, mas estudava piano,
violão e já escrevia canções para os amigos e para Jesus, que havia conhecido
na igreja católica, no movimento carismático.
Mudei para Araçatuba, interior de São Paulo, aos 16 anos onde tive na
comunidade evangélica um encontro marcante e transformador com Deus. Decidi
dedicar minha vida totalmente a Ele, mergulhei na Palavra de Deus e dediquei-me
a busca do Espírito Santo com todas as minhas forças, pois, finalmente havia
encontrado meu lugar. Fui para São Paulo
com 18 anos estudar psicologia, mas acabei transferindo meu curso para a
faculdade de música, já que meu ministério com louvor e adoração a cada dia
estava mais presente. Comecei a participar de gravações e minhas canções
começaram a ser gravadas. Na igreja, alem do ministério de louvor, dedicava-me
à visão celular, apaixonada pela missão de ganhar vidas e formar líderes
transformados pelo poder de Deus. Com 21
anos recebi o desafio de participar do programa “Raul Gil”, descobrindo que
minha missão ultrapassava as paredes da igreja e que minha música seria ouvida
por todos, alcançando também o público secular. Nunca havia cantado fora da igreja,
e escolhia canções que pudessem cantar para Deus, marcando minhas
interpretações com meu amor e devoção. Permaneci no programa por um ano,
vencendo o concurso “Usina de Talentos” e gravando um CD. Divulgando o projeto Reina Brasil participei
de muitos programas de TV e em 2007 cantei no encerramento do programa “Criança
Esperança”, na rede Globo. No final de 2008 gravei meu primeiro álbum solo: “O
Amor Prevalecerá”. Diferenciado pela brasilidade do som e o uso de uma poesia
não religiosa esse trabalho expressa minha espiritualidade, e atrai pessoas de
diversas religiões, promovendo um encontro suave com Deus através da música. Sempre tive o sonho de ser mãe... Porém na
adolescência descobri uma endometriose, que, na época, foi tratada, mas ainda
assim me impedia de engravidar. Mudei para o Rio de Janeiro no início de 2010 e
descobri a maravilhosa surpresa: a maternidade, a maior emoção de minha vida.
Finalmente meu sonho havia se realizado!
Logo nos primeiros meses, soube que esperava um menino e o gerava
sabendo que seria um profeta para as nações. Por oito meses dediquei-me
integralmente à saúde e aos preparativos para receber a minha herança. Na 36ª
semana, 15 dias antes da data agendada para o parto, acordei com uma dor
abdominal aguda, acreditando que chegara a hora de ter o bebê. Corremos para a
maternidade, e, chegando lá, não eram sinais de parto, algo havia acontecido e
ninguém sabia o que era. Fui transferida de hospital, e novamente aguardava um
diagnóstico, piorando dia a dia. A
Igreja Batista Central da Barra, minha igreja, levantou um clamor junto às
igrejas de todo o Brasil através das redes sociais e toda minha família veio
para o Rio de Janeiro para acompanhar tudo de perto. José Vittorio nasceu no dia 11 de outubro,
mas eu já estava inconsciente no parto e não pude conhecer meu filho. Meu
organismo entrou em choque logo após o parto e fui submetida imediatamente a
uma cirurgia que confirmou: meu intestino havia se rompido e eu tinha uma
sepcemia generalizada. Todo meu organismo havia sido infectado e a minha vida
ficou por um fio. Meu filho foi para UTI
Neonatal, e 10 dias depois para casa. Eu permaneci 52 dias em coma lutando
diariamente pela vida, desenganada pelos olhos naturais, visto que já havia
passado por 10 cirurgias no abdomem e no pulmão, feito mais de 300 transfusões
de sangue, tido duas paradas cardíacas – uma de mais de 8 minutos – e contraído
inúmeras bactérias hospitalares, inclusive a pior delas, a super bacteria
multi-resistente chamada KPC. Inúmeros antibióticos fortíssimos foram
ministrados, me deixando desfigurada e com um quadro de edema generalizado. Os
sistemas cardiovascular, respiratório e renal estavam falidos. A única esperança
era um verdadeiro milagre. Os boletins
médicos eram divulgados na internet diariamente e igrejas de todo o Brasil e de
fora dele, se uniram em um clamor incessante pela minha vida. Havia um relógio
de oração de 24 horas preenchido por muitas pessoas que não me conheciam, mas
foram levantadas a orar por mim. Muitos pastores e ministros me visitavam no
Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e lutaram pela minha vida, crendo no poder
da ressurreição. Minha pastora, Fernanda Brum, esteve presente em todo o tempo
em contato com o Renato, pai do José Vittorio, e com a minha família levantando
um clamor pela minha vida em todos os lugares por onde passava com seu
ministério, Profetizando às Nações. Eles, definitivamente, não abriram mão da
minha vida. Graças a união das igrejas tivemos a maior campanha de doação de
sangue do estado do Rio de Janeiro. Enquanto as pessoas oravam por mim, vidas
eram transformadas e milagres aconteciam por todo o Brasil. No início de dezembro, sai do coma, mas minha
respiração era mecânica e não havia mais movimentos em meu corpo. Eu somente
mexia os olhos e tentava entender o que havia acontecido comigo. A luta pela
vida continuava, mas agora eu estava consciente e, por esse motivo, a angústia
de minha família era maior. Aos poucos comecei a entender o que havia
acontecido, sabia que agora estava só, meu bebê não estava mais comigo. Estava
presa em um leito, sem poder falar, sem me mexer, com muitas lembranças dos
dias de coma, com febres terríveis, longe de todos e com poucas horas de visita
familiar por dia. Na maior parte do tempo, observando o movimento do CTI, sem
imaginar como um dia minha vida voltaria ao normal, já que nem respirar sozinha
eu podia. As horas passavam os dias passavam e eu permanecia ali, na mesma
posição. Todos que iam me visitar se impressionavam a me ver daquela forma e
muitos não continham as lágrimas. Minha aparência e meu diagnóstico eram um
desafio de fé para os mais fervorosos irmãos de oração. Passei o natal e o ano
novo no leito, sem falar, sem me mexer, pensando que havia uma vida lá fora,
meu filho estava em algum lugar e eu estava ali ha meses, a espera de um
milagre. Eu pedia ao Espírito Santo que ficasse comigo, e foi Ele que me
sustentou em todos os momentos, zelando cuidadosamente por mim. A pastora Fernanda havia deixado um MP4 que
tocava louvores e ministrações da Palavra 24 horas ao dia. E eu era alimentada
por isso. Havia uma guerra pela minha vida, isso é um fato. Mas Deus não
desistiu de mim. O clamor não cessava e, no fim do ano, o desejo do coração de
muitos era me ver curada e de volta a vida, com a oportunidade de conhecer meu
filho e poder criá-lo. Fui transferida
novamente de hospital em 31 de dezembro, quando suspenderam todos os
medicamentos, meu organismo surpreendentemente reagiu. Dia a dia comecei a
apresentar melhoras e ouvir os testemunhos de oração que chegavam até mim.
Comecei a acompanhar o movimento pela internet, mas ainda não falava e nem
tinha perspectiva de voltar a andar ou mesmo ficar em pé. Fazia seis horas de
hemodiálise por dia, perdi meu cabelo e aos poucos ficava livre do respirador.
Havia grandes feridas abertas no meu abdome, sem perspectiva de fechar e todos
os dias eram buscados métodos de drenagem e cicatrização. Fui para um CTI semi-intensivo
onde minha família pode passar mais tempo e o Renato dormia comigo, o que me
ajudou muito, muito mesmo. Eu me
comunicava através de um quadro com letras, onde apontava e formava frases, que
na maioria das vezes diziam: Tenho fome, tenho sede. Estava há meses sem um
gole de água e sonhava com o dia em que voltaria a ingerir alguma coisa.
Vivemos milagres diários, vencemos as bactérias e o respirador. Meu rim estava
fadado à hemodiálise definitiva ou um transplante e voltou a funcionar na
última semana, me fazendo vencer também a hemodiálise. Recebi alta no dia 18 de fevereiro
conseguindo ficar em pé e dando poucos passos apoiada, mas com a maior
expectativa de finalmente ver meu filho, que já tinha quase cinco meses. Quando
cheguei em casa, olhei para ele e ele sorriu pra mim, talvez um dia eu consiga
explicar o que senti naquele momento. Eu ainda não podia tocá-lo, e permaneci
assim por mais 40 dias. Não podia ser tocada por ninguém, por causa da
colonização das bactérias. Minha
reabilitação foi intensa, porque ainda não caminhava, usava uma bolsa de
colostomia, e era totalmente dependente. Minha voz era muito baixa e rouca, por
tantos meses sem falar. Tive que vencer inúmeros conflitos diários. Reaprendi a
vida nos mínimos detalhes. A perda dos cabelos, a perda da voz, as inúmeras
marcas no meu corpo, a construção do vínculo com meu filho. Teremos muitas oportunidades de falar sobre
tudo isso, porque são experiências muito preciosas que tive e tenho tido com
Deus. Estou registrando tudo isso em um livro que lançarei ainda este ano. Hoje
eu posso dizer que haverá dias sem respostas, noites longas também, mas o
regente de todas as coisas compõe uma nova canção no silêncio. Devo muito ao clamor da igreja, às campanhas
de doação de sangue: à união do povo de Deus. Sou a prova viva de que Deus ouve
a oração do seu povo e tem poder pra ressuscitar os mortos, Ele é poderoso para
dar, tirar e voltar a dar. Ele simplesmente É. Em cinco meses de reabilitação
de forma surpreendente estou independente, voltando à vida normal. Que
certamente nunca mais será a mesma. Preparando minha voz com uma fonoaudióloga
e ainda seguindo com a fisioterapia. Existe um caminho ainda para a recuperação
total, mas é um caminho glorioso e cheio de milagres. Por onde passo as pessoas
são tocadas por esta historia terrivelmente transformadora. E hoje eu preciso
dizer ao mundo que Deus existe, envergonha a incredulidade, surpreende a
ciência e eu sou a prova viva do Seu poder.
Fotos:
Sobre o Livro:
"A História de um Milagre"Diante da realização de seu maior sonho, um encontro com a morte. Um desafio de fé, uma luta por várias dimensões. No momento da celebração por uma nova vida, a tragédia do desencontro. Seu filho nasceu e sua vida foi interrompida. Neste relato emocionante a autora descreve seus dias de coma, entre a vida e a morte após uma sepse, com falência múltipla dos órgão, superbactérias, longas paradas cardíacas, e os momentos pós-comas em que permaneceu lúcida no CTI aprisionada em um corpo sem vida à espera de um milagre. Depoimentos e fotos marcantes mostram que céus e terra foram movidos por Deus em favor da sua vida e todos foram transformados por essa história. O encontro com seu filho após meses de seu nascimento e sua reabilitação reaprendendo a vida nos seus mínimos detalhes nos fazem acreditar no impossível e refletir a respeito daquilo que recebemos de graça: a dádiva da vida.
Vídeo:
Fotos:
Sobre o Livro:
"A História de um Milagre"Diante da realização de seu maior sonho, um encontro com a morte. Um desafio de fé, uma luta por várias dimensões. No momento da celebração por uma nova vida, a tragédia do desencontro. Seu filho nasceu e sua vida foi interrompida. Neste relato emocionante a autora descreve seus dias de coma, entre a vida e a morte após uma sepse, com falência múltipla dos órgão, superbactérias, longas paradas cardíacas, e os momentos pós-comas em que permaneceu lúcida no CTI aprisionada em um corpo sem vida à espera de um milagre. Depoimentos e fotos marcantes mostram que céus e terra foram movidos por Deus em favor da sua vida e todos foram transformados por essa história. O encontro com seu filho após meses de seu nascimento e sua reabilitação reaprendendo a vida nos seus mínimos detalhes nos fazem acreditar no impossível e refletir a respeito daquilo que recebemos de graça: a dádiva da vida.
Vídeo:
http://www.biancatoledo.com.br/
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Estudo do Evangelho de João - Por Rodrigo Lima
Dia 25/11/2013 – Anúncio do Estudo
Pessoal, estarei postando a partir de hoje um capítulo de um livro bíblico em áudio por semana. Reserve um tempinho para ouvir este capítulo. Lembre-se que a fé vem pelo ouvir da palavra. Começarei pelo Evangelho de João. Ao final do dia, farei os comentários pertinentes ao capítulo postado. Faça os seus comentários também para nos edificarmos mutuamente. Que você seja muito abençoado por isto!
João 1: http://www.bible.is/PORARA/John/1
Mídia:
Link da Apresentação em PPTX (PowerPoint): http://goo.gl/gKsQvk
Link do Estudo em DOCX (Word): http://goo.gl/kpwWhM
Link do Áudio: http://goo.gl/8d41we
Comentários:
Hoje, 25 de Novembro de 2013, inicio este estudo bíblico diário. Faremos este estudo comentando de três em três versículos. Sinceramente espero que este estudo possa edificar sua vida. Você também pode contribuir, comentando e/ou explicitando sua opinião sobre o texto bíblico. Espero sinceramente que você faça isso, pois assim sentirei estimulado a continuar esta obra. Não deixe a luz do evangelho apagar. Esta é minha oração. Que minhas palavras venham da boca de Deus. E que seja ele a falar ao seu coração. Deixemos ser usados por Ele. Comecemos então...
João 1:
1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.
Pontos para Reflexão:
* Qual outro texto João se inspirou para começar assim seu evangelho?
* Quem e o que é o Verbo?
* Por que todas as coisas foram feitas por Ele?
* Por que sem Ele nada do que foi feito não seria feito?
Antes de respondermos estas perguntas, por favor, leiamos os seguintes textos bíblicos:
ÊXODO 3:13-15 - Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração;
ATOS 17:28 - E Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração;
1ª. CORÍNTIOS 8:6- Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.
***
Conclusão do Estudo do Primeiro dia
E ai, já sabe a resposta? Use os comentários para explicitar o que você entendeu... Depois voltarei com minhas réplicas! Enquanto isso, faça como eu. Ore a Deus e peça que possa lhe dar sabedoria para compreender sua vontade! Aproveite e compartilhe com alguém mais este estudo para somar conosco!
Pessoal, estarei postando a partir de hoje um capítulo de um livro bíblico em áudio por semana. Reserve um tempinho para ouvir este capítulo. Lembre-se que a fé vem pelo ouvir da palavra. Começarei pelo Evangelho de João. Ao final do dia, farei os comentários pertinentes ao capítulo postado. Faça os seus comentários também para nos edificarmos mutuamente. Que você seja muito abençoado por isto!
João 1: http://www.bible.is/PORARA/John/1
Mídia:
Link da Apresentação em PPTX (PowerPoint): http://goo.gl/gKsQvk
Link do Estudo em DOCX (Word): http://goo.gl/kpwWhM
Link do Áudio: http://goo.gl/8d41we
Comentários:
Hoje, 25 de Novembro de 2013, inicio este estudo bíblico diário. Faremos este estudo comentando de três em três versículos. Sinceramente espero que este estudo possa edificar sua vida. Você também pode contribuir, comentando e/ou explicitando sua opinião sobre o texto bíblico. Espero sinceramente que você faça isso, pois assim sentirei estimulado a continuar esta obra. Não deixe a luz do evangelho apagar. Esta é minha oração. Que minhas palavras venham da boca de Deus. E que seja ele a falar ao seu coração. Deixemos ser usados por Ele. Comecemos então...
João 1:
1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.
Pontos para Reflexão:
* Qual outro texto João se inspirou para começar assim seu evangelho?
* Quem e o que é o Verbo?
* Por que todas as coisas foram feitas por Ele?
* Por que sem Ele nada do que foi feito não seria feito?
Antes de respondermos estas perguntas, por favor, leiamos os seguintes textos bíblicos:
ÊXODO 3:13-15 - Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração;
ATOS 17:28 - E Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração;
1ª. CORÍNTIOS 8:6- Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.
***
Conclusão do Estudo do Primeiro dia
E ai, já sabe a resposta? Use os comentários para explicitar o que você entendeu... Depois voltarei com minhas réplicas! Enquanto isso, faça como eu. Ore a Deus e peça que possa lhe dar sabedoria para compreender sua vontade! Aproveite e compartilhe com alguém mais este estudo para somar conosco!
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar. O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional. Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki - Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,
viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
Istoé - O sr. citaria exemplos?
Roberto Shinyashiki - Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
Istoé - Qual o resultado disso?
Roberto Shinyashiki - Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
Istoé - Por quê?
Roberto Shinyashiki - O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
Istoé - Há um script estabelecido?
Roberto Shinyashiki - Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
Istoé - Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Roberto Shinyashiki - Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
Istoé - Está sobrando auto-estima?
Roberto Shinyashiki - Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
Istoé - Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Roberto Shinyashiki - Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
Istoé - O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Roberto Shinyashiki - Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
Istoé - É comum colocar a culpa nos outros?
Roberto Shinyashiki - Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta
é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.
Istoé - Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Roberto Shinyashiki - Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.
Istoé - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Roberto Shinyashiki - O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
Istoé - Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Roberto Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.
Istoé - O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Roberto Shinyashiki - Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.
Quem é - Roberto Shinyashiki?
Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs., R$ 25). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki - Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,
viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
Istoé - O sr. citaria exemplos?
Roberto Shinyashiki - Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
Istoé - Qual o resultado disso?
Roberto Shinyashiki - Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
Istoé - Por quê?
Roberto Shinyashiki - O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
Istoé - Há um script estabelecido?
Roberto Shinyashiki - Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
Istoé - Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Roberto Shinyashiki - Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
Istoé - Está sobrando auto-estima?
Roberto Shinyashiki - Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
Istoé - Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Roberto Shinyashiki - Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
Istoé - O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Roberto Shinyashiki - Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
Istoé - É comum colocar a culpa nos outros?
Roberto Shinyashiki - Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta
é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.
Istoé - Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Roberto Shinyashiki - Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.
Istoé - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Roberto Shinyashiki - O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
Istoé - Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Roberto Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.
Istoé - O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Roberto Shinyashiki - Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.
Quem é - Roberto Shinyashiki?
Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs., R$ 25). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”
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