terça-feira, 19 de junho de 2012

Facetas


 Eu vivo em um universo excêntrico, um louco, lúcido, que muito aprendeu, mas pouco sabe...
Caminho pela vida, quase o tempo todo, Em um quarto fechado sem paredes, conheço mil lugares.

Quando olho no espelho, incompleto ou inteiro.
 Sinto saudade de outrora,
Real ou fictício, contemplo os inúmeros flashes, da minha enganadora memória.

Quando anseio enxergar o paraíso, faço da paz minha morada,
Quando, estar feliz é mais que um sorriso, as cores vem e inundam minha alma apagada...

Como a Fênix me vejo, anseio o passamento para o fim, degustando da morte, Só assim surgirá um novo ser, renovado enfim, com um fulgor mais forte.


Rogério L. Martins

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A descida do espírito na matéria está completa.

Não sou um teólogo; sou um médico e um psicólogo. Mas, como médico, tenho tido experiências com milhares de pessoas de todas as partes do mundo. Estudei cuidadosamente a psicologia delas, a qual é e deve ser o meu guia. De minha experiência com esses milhares de pacientes, convenci-me de que o problema psicológico de hoje é um problema espiritual, um problema religioso.
O homem de hoje está faminto e sedento de uma relação segura com as forças psíquicas dentro de si mesmo. Sua consciência, recuando em face das dificuldades do mundo moderno, carece de um relacionamento com condições espirituais seguras. Isso o fará neurótico, doente, assustado. A ciência disse-lhe que não existe Deus, que tudo o que existe é matéria. Isso privou a humanidade de sua floração plena, de sua sensação de bem-estar e de segurança num mundo confiável.
Na medida em que o homem moderno é compelido a voltar-se para si mesmo, tomado de dúvida e medo, ele olha para a sua própria vida psíquica, a fim de que lhe dê algo de que sua vida exterior o privou. Em virtude do atual interesse generalizado por toda a espécie de fenômenos psíquicos — um interesse como o mundo não conhecia desde a segunda metade do século XVII — não parece fora do alcance da possibilidade acreditar que estejamos no limiar de uma nova época espiritual; e que, das profundezas da própria vida psíquica do homem, nascerão novas formas espirituais.
Olhamos o mundo à nossa volta, e que vemos? A desintegração de muitas religiões. É geralmente admitido que as igrejas não estão dominando as pessoas como outrora, especialmente as pessoas educadas, que não sentem mais serem redimidas por qualquer sistema de teologia. O mesmo se vê nas antigas religiões institucionais do Oriente: o confucionismo e o budismo. Metade dos templos de Pequim estão vazios. Em nosso mundo ocidental, milhões de pessoas não vão à igreja. Só o protestantismo se desmembrou em quatrocentas seitas religiosas.
Contraste-se esse estado de vida e pensamento com o da Idade Média. Nesses séculos, quase toda a gente ia à missa todas as manhãs. A vida toda era vivida dentro da igreja ou à sua sombra, o que se converteu numa tremenda saída de energia psíquica. Em vez disso, temos hoje uma vida intricada e complexa, cheia de dispositivos mecânicos para a existência. Uma vida coroada de automóveis, rádios e filmes. Mas nenhuma dessas coisas é um substituto para o que perdemos. A religião dá-nos uma rica aplicação para os nossos sentimentos e emoções. Propicia significado à vida. O homem, na Idade Média, vivia num mundo significativo. Sabia que Deus tinha feito o mundo com um propósito definido; tinha-o feito a ele com um propósito definido: ganhar o céu ou o inferno. Isso fazia sentido. Hoje, o mundo em que todos nós vivemos é um manicômio. Isto é o que muita gente está sentindo. Algumas pessoas procuram-me para me dizer isso. Toda aquela energia que estava na origem do rico florescimento da vida emocional do homem durante a Idade Média, e que encontrou expressão na pintura dos grandes quadros religiosos, na escultura das grandes estátuas religiosas, na construção das grandes catedrais, apagou-se na insipidez e no tédio. Não se perdeu, porque é uma lei que a energia não pode perder-se.
Então em que se converteu? Para onde foi? A resposta é que está no inconsciente do homem. Pode-se dizer que desceu para um andar inferior.
A ativação do inconsciente é um fenômeno peculiar dos nossos dias. Durante toda a Idade Média, a psicologia das pessoas era inteiramente diferente do que é hoje; elas não tinham a percepção de qualquer coisa fora da consciência. Antigamente, os homens nem mesmo sentiam que tivessem uma psicologia, como nós agora. O inconsciente era contido e mantinha-se dormente na teologia cristã. A visão de mundo resultante era universal, absolutamente uniforme — sem espaço para a dúvida. O homem tinha começado num ponto definido, com a Criação; todos sabiam tudo a respeito disso. Mas hoje, os conteúdos arquetípicos - de que antigamente as explicações da Igreja cuidavam de um modo mais ou menos satisfatório - soltaram-se de suas projeções e estão perturbando as pessoas modernas. Perguntas sobre para onde vamos e por que são feitas de todos os lados. A energia psíquica associada a esses conteúdos está sendo mais estimulada do que nunca; não podemos permanecer alheios a isso. Camadas inteiras da psique estão vindo à luz pela primeira vez. Por isso é que temos uma tão grande exuberância de "ismos". Grande parte dessa energia é canalizada para a ciência, por certo; mas a ciência é nova, sua tradição é recente e não satisfaz as necessidades arquetípicas. A atual situação psicológica não tem precedentes; do ponto de vista de toda a experiência prévia, ela é anormal.
O homem civilizado, em seus sonhos, revela a sua necessidade espiritual. Quando a ciência moderna desinfetou o céu, não encontrou Deus. Alguns cientistas dizem que a ressurreição de Jesus, o nascimento no ventre de uma virgem, os milagres — todas essas coisas que alimentaram o pensamento cristão ao longo das eras, são belas histórias, mas inverídicas. Mas eu digo: Não esqueçam o fato de que essas idéias que milhões de homens alimentaram de gerações em gerações são grandes e eternas verdades psicológicas.
Examinemos essa verdade, tal como um psicólogo a vê. Aqui temos a mente do homem, sem preconceitos, imaculada, incorrupta, pura, simbolizada por uma virgem. E essa mente virginal do homem pode dar nascimento ao próprio Deus. "O reino do céu está dentro de vós". Isto é uma grande verdade psicológica. O cristianismo é um belo sistema de psicoterapia. Cura o sofrimento da alma.
Mesmo depois que a consciência dele escutou por demasiado tempo à porta da moderna ciência materialista, o homem continuou apegado a essa verdade em seu inconsciente. Os antigos símbolos são hoje bons. Ajustam-se às nossas mentes tão bem quanto se ajustavam às mentes que os conceberam. Bem no fundo do inconsciente de cada um de nós estão todas as tentativas do Grande Ancião para expressar suas experiências espirituais.
Suponha-se que lhe peço para ficar em minha casa. Digo-lhe que ela foi bem construída, que é confortável; que a nossa vida é agradável; que você terá boa comida. Poderá nadar no lago e passear no jardim. Com essas convicções em mente, você decide vir hospedar-se e desfrutar de sua estada. Mas suponha-se que, quando o convido, lhe digo: "Esta casa não é lá muito segura. Os alicerces não são de confiança. Tivemos muitos tremores de terra nesta região e creio que eles ficaram abalados. Além disso, tivemos aqui doença. Alguém morreu recentemente de tuberculose neste quarto". Em tais condições e com essas idéias em mente, você sentiria prazer em estar nessa casa?
Aquele homem medieval de que falei tinha uma bela relação com Deus. Vivia num mundo seguro, ou que ele acreditava ser seguro. Deus olhava por todos; premiava os bons e punia os maus. Havia a igreja, onde o homem podia sempre obter perdão e graça. Tinha apenas de entrar nela para receber uma coisa e outra. Suas orações e preces eram ouvidas. Era espiritualmente amparado.
Mas o que é dito ao homem moderno? A ciência disse-lhe que não existe ninguém para cuidar dele. E, assim, ele vive cheio de medo.
Durante algum tempo, depois que renunciamos ao Deus medieval, tivemos o ouro por divindade. Mas, agora, também ele foi declarado incompetente. Confiamos em exércitos, mas ameaça de gases venenosos derrotou-os. As pessoas já falam sobre a próxima guerra. Num mundo assim é muito natural que todos fiquem neuróticos. Mesmo que a casa onde vivemos seja realmente segura, se você tiver a idéia de que não é, você sofrerá. Sua reação depende inteiramente do que você pensa.
O mais tremendo perigo que o homem tem que enfrentar é o poder de suas idéias. Nenhum poder cósmico da terra destruiu dez milhões de homens em quatro anos. Mas a psique humana fez isso (na guerra de 1914-18). E pode voltar a fazê-lo. Só tenho medo de uma coisa: os pensamentos de pessoas. Tenho meios de defesa contra as outras coisas.
Vivo aqui em minha casa, feliz com minha família. Mas suponhamos que ela adquire a ilusão de que eu sou um demônio em pessoa. Poderei ser feliz com ela, nesse caso? Poderei estar seguro? Todos nós estamos sujeitos a contaminações coletivas.
Voltem o olho da consciência para dentro, a fim de ver o que aí existe. Vejamos o que se pode fazer em pequena escala. Se eu plantei corretamente uma couve, então servi o mundo nesse exato lugar. Não sei que mais posso fazer.
Examinem os espíritos que falam em vocês. Tornem-se críticos. O homem moderno deve estar plenamente cônscio dos terríveis perigos que residem nos movimentos de massa. Escutem o que o inconsciente diz. Prestem atenção à voz desse Grande Ancião dentro de vocês, que viveu tanto tempo, viu e experimentou tanto. Tentem compreender a vontade de Deus: a extraordinariamente potente força da psique.
Eu digo: Devagar. Devagar. Com cada bem chega um mal correspondente, e a cada mal corresponde um bem. Não corram depressa demais ao encontro de um, a menos que estejam preparados para encontrar o outro.
Não estou preocupado a respeito do mundo. Estou preocupado a respeito das pessoas com quem vivo. O outro mundo está todo nos jornais. Minha família e meus vizinhos são a minha vida — a única vida que posso experimentar. O que fica para além é mitologia jornalística. Não é de imensa importância que eu faça uma carreira ou realize grandes coisas para mim mesmo. O que é importante e significativo para a minha vida é que viva o mais plenamente possível para cumprir a vontade divina dentro de mim.
Essa tarefa dá-me tanto que fazer que não tenho tempo para qualquer outra. Deixem-me sublinhar que, se todos vivêssemos desse modo, não precisaríamos de exércitos, nem de polícia, nem de diplomacia, bancos e políticos. Teríamos uma vida cheia de significação e não aquilo que temos hoje: loucura.
O que a natureza pede da macieira é que produza maçãs, da pereira que produza peras. A natureza quer que eu seja simplesmente homem. Mas um homem consciente do que sou e do que estou fazendo. Deus dirige-se à consciência no homem. É essa a verdade do nascimento e ressurreição de Cristo dentro de nós. Quanto maior é o número de pensadores que se apercebem disso, mais perto estamos do renascimento espiritual do mundo. Cristo, o Logos — que quer dizer a mente, a compreensão, o brilho que rasga a escuridão. Cristo foi uma nova verdade acerca do homem.
A latência é, provavelmente, a melhor condição para o inconsciente. Mas a vida saiu das igrejas e nunca mais voltará a elas. Os deuses não se reinstalarão em domicílios que abandonaram uma vez. A mesma coisa aconteceu antes, na época dos Césares romanos, quando o paganismo estava agonizante. De acordo com a lenda, o capitão de uma embarcação que passava entre duas ilhas gregas ouviu um grande som de lamentação e uma voz gritando: Pan ho megas tethneken, o Grande Pã está morto. Quando esse homem chegou a Roma solicitou uma audiência com o imperador, tão importante era a notícia. Originalmente, Pã era um espírito secundário da natureza, principalmente ocupado em apoquentar os pastores; mas, depois, quando os romanos se envolveram mais com a cultura grega, Pã foi confundido com to pan, que significa "o Todo". Passou então a ser o Demiurgo, o anima mundi. Assim, os numerosos deuses do paganismo foram concentrados em um Deus. Então veio a mensagem, "Pã está morto". O Grande Pã, que é Deus, está morto. Somente o homem permanece vivo. Depois, o Deus uno transformou-se em homem, e esse foi o Cristo; um homem para todos os homens. Mas agora também esse partiu, agora cada homem tem que conter Deus em si. A descida do espírito na matéria está completa.

Carl Gustav Jung


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Lúcifer e Satã

Na verdade a palavra Lúcifer nem existe na Bíblia, foi inventada pelos exorcistas da Idade Média. O nome dele no livro de Enoch é Gadreel, o príncipe dos anjos caídos. Ele foi o anjo que comandou a grande rebelião contra Deus, descrita em Ezequiel na profecia do querubim ungido que ficou contra o Criador. Ele é considerado pela Bíblia como Rei de Tiro por causa das ordens místicas que ele controla na terra, que usam o rito de Tiro. A rebelião dele começou a 4 milhões de anos, quando por sua revolta os continentes começaram a migrar, antes tudo fazia parte de um só continente, a Africa. SATÃ É A ANTIGA SERPENTE, O DIABO E SATANÁS DESCRITO NO APOCALIPSE. É o mestre dos reptilianos ou anjos rebelados do cosmos já antes de Lúcifer cair. Satã foi criado por Deus para se opor a vida e a ordem, como caos e morte. E uma criação de Deus, pois não pode existir movimento sem o mal que temos que vencer para crescer mental e espiritualmente (veja Isaías 45 – Leia todo o capítulo - O ouro é purificado no fogo das adversidades). Os essênios chamavam satã de Melkiresha, o oposto do Espírito Santo. Portanto a diferença é que Satã é mais antigo do que Lúcifer. Lúcifer fez uma rebelião especifica no cosmos e Satã é o pai de todas as rebeliões, criado como OPOSITOR, o nome DIABOLUS é “Aquele que Separa” na linguagem antiga.

Texto retirado de um post de Maquiventa no orkut.

domingo, 25 de março de 2012

Por que você não quer mais ir à igreja?



Dois ou três eram o bastante para Jesus, Ele não parecia conceber a igreja como algo que fazemos ou frequentamos, e sim como uma realidade que vivemos diariamente. Nunca falou nada sobre ter que fazer tudo na mesma hora, no mesmo lugar, da mesma forma, semana após semana.

Por que você não quer mais ir à igreja? Este livro é simplesmente enriquecedor... Uma história sobre o verdadeiro sentido do amor de Deus.

Depois de toda uma vida dedicando-se à igreja e ao caminho que sempre lhe pareceu o certo, Jake Colsen está diante de uma dolorosa dúvida: como é possível ser cristão há tanto tempo e, ainda assim, se sentir tão vazio?

Mas o amor divino está sempre apostos para transformar vidas. Observando uma multidão numa praça, Jake depara com João, um homem que fala de Jesus como se o tivesse conhecido e que percebe a realidade de uma forma que desafia a visão tradicional de religião.

Com a ajuda do novo amigo, Jake irá reavaliar os conceitos e crenças que norteavam seu caminho. Levar uma vida cristã siginifica ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos?

A cada nova palavra de João, assistiremos ao renascimento de Jake em busca da verdadeira alegria e da liberdade que Cristo veio ao mundo oferecer. Na reconstrução da sua vida, percebemos a ação do Deus de perdão e amor.

O texto a seguir, publicado na edição de maio de 2001 de BodyLife (www.lifestream.org), vem circulando pelo mundo para oferecer uma perspectiva e uma argumentação capazes de ajudar as pessoas a compreender como é possível abraçar a vida em Cristo por muitas outras formas de relacionamento além das que a tradicional vida eclesiástica costuma proporcionar. É uma resposta a todos aqueles que defendem a necessidade de se pertencer a uma instituição determinada para fazer parte da Igreja.

Prezado Irmão de Fé... Agradeço muito sua preocupação comigo e sua disposição de colocar questões que causaram essa preocupação. Você sabe que a forma como me relaciono com a Igreja é um tanto anti-convencional, e há até quem a considere temerária. Creia-me, compreendo bem sua preocupação, pois eu próprio também costumava pensar dessa maneira e cheguei mesmo a ensinar outras pessoas a fazê-lo. Se você está satisfeito com o status quo da atual religião institucional, talvez não goste do que vai ler aqui. Meu objetivo não é convencê-lo a ver essa incrível Igreja da mesma forma que eu, e sim responder a suas perguntas o mais aberta e honestamente que puder. Mesmo que acabemos não concordando, espero que entenda que nossas diferenças não nos distanciam necessariamente enquanto membros do corpo de Cristo.

A QUE IGREJA VOCÊ VAI?

Jamais gostei dessa pergunta, mesmo quando era capaz de responder a ela citando uma organização específica. Conheço seu significado cultural, mas ela se baseia numa falsa premissa - a de que a igreja é um lugar aonde se pode
ir, da mesma maneira como se vai a um evento, a uma festa ou se freqüenta um grupo organizado. Penso que Jesus vê a Igreja de modo totalmente distinto. Ele não fala dela como de um lugar aonde se vai, mas como um modo de viver na relação com Ele e com os que O seguem. "Igreja" é uma palavra que não identifica um local ou uma instituição. Ela
descreve um povo e como os membros desse povo se relacionam uns com os outros. Quando se perde isso de vista, nossa compreensão da Igreja fica distorcida e deixamos de usufruir a alegria que ela pode nos dar. Jesus não fala da Igreja como de um lugar aonde se vai, mas como um modo de viver na relação com Ele e com os que O seguem.

VOCÊ NÃO ESTARÁ APENAS TENTANDO ESCAPAR DA PERGUNTA?

Sei que o que eu disse pode soar como um mero jogo de palavras, mas as palavras são importantes. Quando atribuímos o termo "igreja" somente a cultos semanais ou a instituições que se autointitulam "igrejas", perdemos o significado profundo do que seja viver como corpo de Cristo. Isso nos dá uma falsa sensação de segurança, fazendo com que achemos que, por comparecer a um encontro uma vez por semana, estamos participando da Igreja de Deus. Da mesma forma, ouço as pessoas falando em "abandonar a igreja" quando deixam de freqüentar determinada congregação. Mas se a Igreja é algo que somos, e não um lugar qualquer a que comparecemos, como é possível abandoná-la, a não ser que abandonemos o próprio Cristo?

E, se considero apenas determinada congregação "minha igreja", não estarei deixando de acolher outros irmãos e irmãs que não freqüentam a mesma congregação que eu? A idéia de que apenas aqueles que se reúnem nas manhãs de domingo para assistir a uma celebração religiosa ou a uma palestra fazem parte da Igreja - excluindo os demais - seria estranha a Jesus. A questão não é onde estamos num determinado momento do fim de semana, e sim como estamos vivendo com Jesus e com outros fiéis ao longo da semana.

MAS NÃO PRECISAMOS DE REUNIÕES REGULARES?

Eu não diria que precisamos de reuniões. Se vivêssemos num lugar onde não fosse possível estar com outros fiéis, Jesus certamente seria capaz de cuidar de nós. Assim, eu colocaria a pergunta de forma um pouco diferente: as pessoas que estão aprendendo a conhecer melhor o Deus vivo vão querer ligações reais e significativas com pessoas que compartilham a mesma crença? Evidentemente! O chamado para o reino de Deus não é um convite ao isolamento. Todas as pessoas que conheço e que estão florescendo na vida de Jesus sentem vontade de entrar em autêntica comunhão com outras que possuem essa mesma crença. Essa espécie de comunhão, porém, não é fácil de achar. Periodicamente, nessa jornada, há ocasiões em que não parecemos encontrar outros crentes com quem partilhar nossa fome de Deus. Isso acontece sobretudo com quem percebe que se conformar às expectativas das instituições religiosas pode acabar enfraquecendo seu relacionamento com Jesus. Talvez eles se sintam excluídos por fiéis com os quais mantiveram durante anos uma amizade estreita. Mas quem passa por essa situação não a vê como uma ameaça. É sem dúvida incrivelmente doloroso, e essas pessoas irão procurar outros crentes profundamente dese-josos de partilhar a jornada. Minha tradução predileta de vida em comunidade é a de um grupo de pessoas que escolhem caminhar juntas durante um pequeno trecho da jornada, cultivando amizades estreitas e aprendendo juntas a ouvir Deus.

NÓS NÃO DEVERÍAMOS ESTABELECER UM COMPROMISSO COM DETERMINADA INSTITUIÇÃO?

A idéia de compromisso com determinada instituição é repetida com tamanha freqüência que a maioria de nós chega a acreditar que ela se encontra em algum trecho da Bíblia. Mas eu nunca a encontrei. Muitos de nós fomos levados a crer que se não tivéssemos a "cobertura do grupo" cairíamos no erro ou em pecado. Mas será que isso não acontece também no interior da nossa igreja particular? Sei de muita gente que, apesar de não pertencer a qualquer instituição, não só desenvolve um relacionamento em grande profundidade com Deus como estabelece com outros crentes ligações mais intensas do que as que manteria dentro da instituição. Eu não perdi nem um pouco da minha paixão por Jesus ou do meu apreço por sua Igreja. Pelo contrário, ambos aumentaram muito, e com grande rapidez, nos últimos anos.As Escrituras nos encorajam, isso sim, a sermos devotados uns aos outros, independentemente de qualquer instituição. Jesus deu a entender que sempre que duas ou três pessoas se reunirem em Seu nome Ele estará entre elas.

Claro que pode ser útil participar regularmente de determinada instituição. Mas nos enganamos totalmente quando acreditamos que a comunhão só se dá por freqüentarmos o mesmo evento juntos regularmente ou por pertencermos
à mesma organização. A comunhão se dá quando as pessoas partilham suas jornadas rumo ao conhecimento de Jesus e consiste numa partilha livre e honesta, numa preocupação genuína com o bem dos outros e o estímulo mútuo para seguir Jesus, não importando o caminho pelo qual Ele nos conduza.

MAS AS NOSSAS INSTITUIÇÕES NÃO NOS LIVRAM DO ERRO?

Sinto discordar, mas toda grande heresia que oprimiu o povo de Deus nos últimos 2 mil anos proveio de grupos organizados com "líderes" que achavam que detinham com exclusividade o conhecimento da mente de Deus. Nessas instituições, cada movimento de Deus em direção aos que tinham verdadeira fome Dele era praticamente rejeitado. Muita gente foi excomungada ou executada por seguir Deus.

Se é na instituição que você espera obter segurança, receio que esteja sumamente equivocado. Jesus não nos disse que "ir à igreja" nos salvaria, mas que confiar Nele, sim. Deu-nos uma unção do Espírito para que pudéssemos saber a diferença entre verdade e erro. Essa unção é cultivada à medida que aprendemos Seus caminhos com base em Sua
palavra e vamos crescendo mais próximos ao Seu coração. Isso nos ajuda a reagir quando certas expressões da igreja a que pertencemos se tornam impeditivas da obra de Jesus em nós.

ISSO SIGNIFICA QUE AS CONGREGAÇÕES TRADICIONAIS ESTÃO ERRADAS?

Absolutamente! Tenho encontrado em muitas delas gente que ama Deus e está buscando crescer em Seus caminhos. Costumo visitar todo ano umas 20 congregações diferentes que me parecem muito mais centradas no relacionamento do que na religião. Jesus está no centro de sua vida comunitária, e os que atuam como líderes são verdadeiros servos e
não fazem jogo político de controle e manipulação, de maneira que todos são incentivados a se cuidar reciprocamente.
Oro para que mais pessoas se renovem assim na paixão por Jesus, na preocupação genuína com as outras e no desejo de servir o mundo com o amor de Deus. Mas creio que devemos admitir que ainda são exemplos raros nas nossas comunidades. Muitas resistem por um curto período, para depois, mesmo inconscientemente, passarem a oferecer respostas institucionais às necessidades dos seus membros, em vez de permanecerem dependentes de Jesus. Se isso ocorrer, não se sinta condenado caso Deus não o conduza junto com elas. Todas as pessoas que eu conheço e que estão florescendo na vida de Jesus sentem vontade de estar em autêntica comunhão com quem professa a mesma crença.

ENTÃO EU DEVERIA DEIXAR DE I R À IGREJA?

Receio que essa pergunta também esteja mal colocada. Não creio que você vá à igreja mais do que eu. Todos somos parte dela. Faça sua parte da forma como Jesus lhe pede e nos lugares em que Ele o coloca. Nem todos nos desenvolvemos no mesmo ambiente. Se você se reúne com um grupo de cristãos numa hora e num lugar determinados, e se essa participação o ajuda a ficar mais próximo de Jesus e de seguir a obra Dele em você, eu não acho, de modo algum, que deva sair. Tenha em mente, porém, que essa não é a Igreja, mas apenas uma das muitas
expressões dela no local em que você vive. Não se deixe enganar achando que só porque freqüenta as reuniões está experimentando a autêntica vida em comunidade. Esta só acontece quando Deus o conecta com um punhado de irmãos e irmãs com quem você é capaz de construir amizades estreitas e compartilhar os verdadeiros desafios da jornada. Isso pode se dar em congregações tradicionais, como também fora delas. Nos últimos sete anos eu me deparei com centenas, se não milhares, de pessoas que, cada vez mais decepcionadas com as congregações tradicionais, estão florescendo espiritualmente ao partilhar a vida de Deus com outros, na maioria das vezes em suas próprias residências.

OU SEJA: REUNIR-SE EM CASA É A RESPOSTA?
É evidente que não. Mas sejamos claros: por mais agradável que seja participar de cultos em grandes ambientes e ter mentores talentosos, o autêntico prazer da vida em comunidade não pode ser partilhado em grupos excessivamente grandes. Durante seus primeiros 300 anos a Igreja primitiva encontrou nas casas o lugar perfeito para se reunir. Os lares são muito mais adequados à dinâmica familiar, que é como Jesus descrevia Seu corpo. Mas reunir-se em casa não é a solução. Participei de algumas reuniões caseiras bastante problemáticas e encontrei em instalações convencionais grupos que partilhavam uma genuína vida em comunidade. Mas eu pessoalmente prefiro grupos menores que se reúnem em casa. Sei mais fácil freqüentar um culto tradicional, com seus cantos e rituais, e depois
ir para casa, sem nunca ter que se abrir a respeito da própria vida ou demonstrar interesse pela jornada de outras pessoas.O que verdadeiramente me importa não é onde ou como as pessoas se reúnem, mas se elas se concentram ou não em Jesus e se de fato ajudam-se umas às outras para se tornarem como Ele. A questão aqui é sobretudo a qualidade do relacionamento. Estou sempre em busca de pessoas assim e me regozijo quando as encontro. Em nossa nova casa em Moorpark, nós conhecemos alguns companheiros e temos esperança de encontrar outros mais. É mais importante que nossos filhos experimentem a verdadeira comunhão entre fiéis do que a badalação de um programa para crianças bem-comportadas.

VOCÊ ESTÁ REAGINDO A ALGUMA DOR?

Talvez sim, só o tempo dirá, mas honestamente não acredito. Qualquer um que se envolva com a autêntica vida em comunidade poderá eventualmente se machucar. Mas há duas espécies de ferida. Há o tipo de dor causada por um
problema que pode ser tratado com os cuidados corretos - como um tornozelo gravemente torcido - e há aquele tipo de dor que só pode ser reparada com o afastamento - como quando alguém põe a mão num ferro quente. Possivelmente todos nós já experimentamos alguma espécie de dor ao tentar adequar a vida de Deus às instituições. Durante bastante tempo muitos se mantiveram nelas, na esperança de que, mudando algumas coisas, tudo iria melhorar. Embora possamos ter tido algum êxito em certos momentos de renovação, acabamos descobrindo que a adaptação que toda instituição exige é incompatível com a liberdade de que as pessoas necessitam para crescer em Cristo. Isso ocorreu com praticamente todos os grupos que se constituíram ao longo da história do cristianismo.

VOCÊ ESTÁ EM BUSCA DA IGREJA PERFEITA?

Não, e não acredito que venha a encontrá-la neste lado da eternidade. Minha meta não é buscar a perfeição, mas encontrar gente que faça de Deus sua prioridade. Confesso que me sinto profundamente incomodado com a situação em que se encontra o cristianismo institucional. Boa parte do que hoje chamamos de "igreja" não passa de uma encenação bem planejada, com pouquíssima ligação efetiva entre os fiéis. Estes são muito mais estimulados a depender cada vez mais do sistema ou de seus líderes do que do próprio Jesus. Gastamos mais energia adaptando nosso comportamento àquilo de que a instituição necessita do que ajudando as pessoas a se transformarem! Cansei de tentar estabelecer uma comunhão com gente que concebe a "igreja" apenas como um lugar onde um grupo passa duas horas por semana expiando a culpa, enquanto vive o restante da semana com as mesmas prioridades mundanas. Cansei daqueles que exaltam as próprias obras piedosas, mas que não demonstram compaixão pelos outros. Cansei de gente insegura que usa o corpo de Cristo como uma extensão de seus egos e que manipula a comunidade para satisfazer as próprias necessidades. Cansei de sermões que contêm mais regras e moralismo do que a liberdade do amor divino e nos quais os relacionamentos ficam em segundo plano perante as demandas da instituição.

MAS SERÁ QUE NOSSAS CRIANÇAS NÂO PRECISAM DE ATIVIDADES NA IGREJA?

Eu diria que o que elas precisam realmente é ser integradas à vida de Deus por meio da comunhão com os demais fiéis. Noventa e dois por cento das crianças que freqüentam regularmente as escolas dominicais dotadas de todo tipo de entretenimento sofisticado abandonam a "igreja" quando deixam a casa dos pais. Em vez de encher nossos filhos de regras morais e regulamentos, precisamos mostrar-lhes como viver juntos na vida de Deus. Os próprios sociólogos nos dizem que o principal fator que leva uma com outros adultos além de seus parentes próximos. Nenhuma escola dominical é capaz de cumprir essa função. Conheço uma comunidade na Austrália cujas famílias, após 20 anos compartilhando a vida de Deus, podem dizer que nem uma única de suas crianças abandonou a fé na idade adulta. Sei
que estou remando contra a maré, mas é muito mais importante que nossos filhos experimentem a verdadeira comunhão entre fiéis do que a badalação de um programa para crianças bem--comportadas.

QUE DINÂMICA DE VIDA EM COMUNIDADE VOCÊ PERSEGUE?

Estou sempre em busca de gente que esteja tentando seguir o Cristo vivo. Ele está no centro das vidas, das atenções, das conversas dessas pessoas. Elas parecem autênticas e deixam as demais livres para questionar, duvidar, discordar e para seguir a voz do Senhor sem serem acusadas de rebeldia ou de separatismo. Busco gente que não desperdice seu dinheiro em construções extravagantes ou em programas feitos para impressionar. Procuro pessoas que se sintam em comunhão, mesmo quando estão ao lado de estranhos. Vou em busca de grupos em que todos participam ativamente e não são meros assistentes passivos colocados a uma distância segura do chamado líder.

DESSE MODO VOCÊ NÃO ESTARÁ DANDO ÀS PESSOAS UM PRETEXTO PARA QUE FIQUEM EM CASA SEM FAZER NADA?
Espero que não, mesmo sabendo que esse risco existe. Compreendo que algumas pessoas que abandonam as congregações tradicionais acabem se acomodando e se omitindo de qualquer vida eclesial. Também não sou a favor de quem fica por aí, pulando de igreja em igreja, atrás da última moda ou da melhor oportunidade para satisfazer seus desejos mais egoístas.A maior parte das pessoas que encontro e com quem falo, porém, não está fora do sistema por ter perdido a paixão por Jesus ou por Seu povo, e sim porque as congregações tradicionais mais próximas não foram capazes de lhes satisfazer a fome de relacionamento. Estão em busca de expressões autênticas de vida em comunidade e pagam um preço altíssimo.

ONDE SE PODE ENCONTRAR ESSA ESPÉCIE DE COMUNHÃO?

Não há uma resposta fácil para essa pergunta. Essa comunhão pode estar bem à sua frente, vivida com companheiros com quem você partilha livremente a vida. Pode estar na sua rua ou na mesa ao lado da sua no ambiente de trabalho. Você também pode se engajar em atividades assistenciais que beneficiam os mais necessitados e carentes do seu bairro
como forma de colocar em prática a vida de Deus em você, e aí encontrar outras pessoas com fome semelhante à sua. Não espere que essa espécie de comunhão se dê facilmente dentro de uma organização. Olhe em torno e talvez você descubra que Jesus já o guiou até onde há comunhão. Acredite nisso, e Ele reunirá meia dúzia de companheiros com os quais você possa compartilhar a jornada. Talvez eles não pertençam à sua congregação. Serão vizinhos ou colegas de trabalho Não espere que isso seja fácil ou que ocorra tranqüilamente. Ser obediente a Jesus demandará certas decisões específicas de sua parte. Descartar velhos hábitos e ser livre para permitir que Ele erga sua comunidade em torno de você exigirão alguma preparação, mas certamente valerá a pena. Sei que incomoda certas pessoas o fato de eu não tomar meu assento num banco de igreja todo domingo de manhã, mas posso lhe garantir, com absoluta certeza, que meus piores momentos fora da religião institucional são, ainda assim, melhores do que meus melhores dias dentro dela. Para mim, a diferença é como ficar escutando alguém falar de golfe ou juntar alguns tacos e sair para jogar. Estar na Igreja em torno da vida de Jesus é sair para jogar. Hoje não precisamos mais ficar falando sobre a Igreja. Precisamos é de gente preparada para viver a realidade dela. Ultimamente as pessoas no mundo inteiro vêm redescobrindo como fazer isso. Você pode ser uma delas, se permitir que Jesus o integre à Sua comunidade tal como Ele deseja.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Discurso de Paraninfo Redes 2012


Senhor diretor, senhora patronesse, senhor patrono, senhores professores e professoras, senhores pais, formandos e formandas e demais autoridades presentes. Meu cordial “boa noite” a todos. 
Quero, neste momento, falar com os formandos que aqui estão, em especial com os do curso em Tecnologia em Redes de Computadores, acadêmicos aos quais tive a honra, nestes três anos, de acompanhar. Primeiramente vocês foram meus alunos, com o passar dos dias se tornaram amigos e hoje posso dizer que são meus irmãos e irmãs de caminho, luta e conhecimento.
Por favor, prestem bastante atenção em minhas palavras, pois falarei com a alma, com o coração... Quero lhes parabenizar por algo muito bom que aconteceu com vocês. Vocês iniciaram uma caminhada na vereda do conhecimento e agora vocês sabem a direção deste fluir, os horizontes foram abertos e a estrada para a sabedoria esta diante de seus olhos. São poucos os que chegam até aqui, destes, muitos acham que este mover chegou ao fim, ledo engano, há muito chão pela frente. Na verdade este teu tesouro é apenas uma semente que germinará e lhe dará frutos por toda eternidade. Não coma sua semente, plante-a, invistam em vocês, um dia quando não estiverem preocupados ela germinará em ricos frutos, triunfo e graça.
Como disse meu amigo Spiderman, com grandes poderes há grandes responsabilidades, sabe por quê? Por que estamos em guerra! A luz da sabedoria incomoda muito a escuridão da ignorância. Nem sempre vão querer te aplaudir. Nem sempre vão achar você tão popular. Na verdade, muita gente vai te odiar. Vão tentar te roubar, matar e destruir. Como disse antes... A luz incomoda muito a escuridão. Os lobos vão tentar sempre te enganar. Mas quem te enviou é muito maior. Ninguém terá poder pra te derrotar. Você foi escolhido, não escolheu... Pra dar frutos que sejam eternos.
Quando a semente germinar e depois de árvore frondosa lhe vierem os frutos, coma-os e se delicie com a doçura do saber. Não viva uma vida regrada e medíocre, aprenda que nossa missão não é acumular dinheiro e poder, mas viver em abundância para nós e nossos amigos e amados. Use os seus talentos com aqueles que mais necessitarem, eles são a semente, pois conhecimento não se divide, ele se multiplica.
Sua missão, meus queridos soldados, não será pequena, não tenha uma visão humilde do poder que há em suas mentes, almas e corações. Lembre-se que a simplicidade de vida, não é uma vida de penúria e pobreza, mas a humildade está cheia de riquezas. Vocês são tesouros em vasos de barro. A humildade, diferentemente da arrogância e presunção, atrai as pessoas. Neste caminhar é sempre bom dividir a jornada.
Ninguém te encontrará entre os fracos! Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra principados e potestades do ar. Nunca se esqueçam disso! Nossa guerra, não é uma batalha de sangue e violência, mas não é menos épica ou menor, ela primeiramente se processa na alma, é construída na mente e se expressa em palavras e ações. Quando o véu for rasgado e vocês vislumbrarem o campo de batalha, não temam... Maior quem está por nós do que contra nós. 
Aprendam a dominar sua língua, pois é com ela que lutamos. É tua espada. Abram os olhos e olhem ao redor, e vejam o conflito se processando subliminarmente, nos pressupostos e subentendidos. Desperte tu que dormes... Repito o que falei outrora, nossa guerra está no ar, no som e nas diversas mídias tecidas pelos símbolos, palavras e idéias... A vitória, essa sim, acontece no espírito. Faça acontecer... Testemunhe com sua vida... Testemunhe com sua voz! Testemunhe com seu Espírito e Alma!
Falo agora especialmente as mulheres, prepare-se! Sua luta será tão árdua, ou até mais, do que a dos homens. Algumas escondem por baixo da aparência frágil a determinação da águia, a força do urso, a coragem do leão. Constitua uma família, seja feliz e viva intensamente... 
Meus pupilos, quando o dia final chegar, estejam preparados para ele, como um homem que depois de penoso trabalho chega ao lar e pode ver aqueles que ele amou e teve saudades, mas que agora, estão juntos dele para sempre.

sábado, 12 de novembro de 2011

Os Invisíveis

Os Invisíveis é uma obra bastante profunda e complexa, as vezes até criptocrática, mas é feita em camadas e você deve ler várias vezes para entendê-la, além é claro, possuir um conhecimento de mundo, e assim, captar seus detalhes e compreendê-los. Parte do princípio que a vida é um jogo, o que é iniciado nas edições Et Ego in Arcadia. Vemos que o mundo foi criado "imperfeito" (mas bom) de propósito para que o movimento, o fluir, existisse, pois se algo é perfeito a máquina para, pois alcançou o equilíbrio. Os antagonistas buscam encontrar o padrão dos padrões e alcançar o equilíbrio absoluto que para eles é o destino ultimo. Já os Invisíveis, liderados por King Mob, o rei multidão, e através de técnicas de guerrilha e viagens astrais e temporais lutam para desequilibrar o mundo, mais ou menos, como a oráculo de Matrix. Por isso a ênfase, na desobediência as autoridades constituídas, luta pela anarquia, mas não no sentido ruim, de bagunça, mas a negação do poder imposto, mesmo que isso resulte em caos. Em sua empreitada viajam no tempo e levam o Marquês de Sade para o futuro, que é o presente, para que ele ajude a planejar o futuro. A existência do mal, não é exatamente "ruim", ele não deve ser desejado, mas sua existência abre a possibilidade para que o bem triunfe sobre ele. É como num jogo de videogame só há graça se o Rei Koopa sequestra a princesa Peach e o Mário mostra sua bravura resgatando-a. O jogo pode terminar de três maneiras, Game Over, perda de interesse do jogador e chegar ao fim (zerar)... Deus não é mal, assim como, Shigeru Miyamoto não é mal por que criou o Rei Koopa, mas Ele permite o mal e o pune (veja - Isaías 45:7). Tanto os invisíveis como os adversários lutam para construir um mundo perfeito para eles, mesmo que essa perfeição não seja a perfeição... Tanto um lado, como o outro lançam mão de diversas técnicas psíquicas para influenciar as massas e assim distorcer a realidade. O ser humano é um universo, dentro de nos a milhares de outras vidas, vivendo em nossas progêneses não nascidas. Uma semente pode ser uma floresta... Moldar a floresta é o interesse de ambos os lados... Afinal é a nossa ultima casa e futuro! O Céu ou o Inferno. Tudo acontece ao mesmo tempo, passado, presente e futuro... De certa forma, nunca saímos de casa!


Não mate o mensageiro!!!


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mancha amarela

"Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma.
Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz.
A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar,
na palavra que escolhemos dizer. É simples... "

Ame, como se ninguém nunca houvesse feito sofrer...
Trabalhe, como se não precisasse do dinheiro...
Dance, como se ninguém estivesse olhando...
Cante, como se ninguém estivesse ouvindo...
Viva, como se fosse no paraíso!
Curta o que de melhor a vida lhe oferece com toda intensidade, como se fosse o último dia de sua vida ...
A vida muitas vezes é curta, mas mesmo assim seu caminho é longo.
Nela aprendemos a sorrir, chorar, amar, sofrer e a renascer, para amanhecer e termos um lindo dia... Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje..
o ontem já passou... e o amanhã... talvez não chegará...
Seja Feliz Sempre e tenha um bom dia....

"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela,
mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol."
(Silas Soares)

VAI EXPLODIR