segunda-feira, 25 de abril de 2016

A troca intensa de dados sobrecarrega a internet?


A TROCA INTENSA DE DADOS SOBRECARREGA A INTERNET?

Por: Rodrigo Alves Borges de Lima
PRIMEIRA PARTE



1) Introdução

Você que tem conhecimentos nesta área, assim como eu, e quiser melhorar este texto tem minha permissão. Quem quiser divulgar, distribuir, gerar artigos derivados tem meu total apoio. Embora não obrigatório, agradeceria muito se citasse a fonte, faço este pedido com humildade, lembrando que gastei muito tempo para gerar tal conteúdo e tal atitude honrará meu trabalho.

A troca intensa de dados sobrecarrega a internet? Sim e não, mas antes vou explicar uma outra coisa, a diferença entre engenharia eletrônica e elétrica (ou eletrotécnica), para você entender meus argumentos. Só na terceira parte deste trabalho chegaremos a compreensão da resposta à pergunta.


Nesta explicação vou me ater apenas no aspecto da potência, porém existem muitas outras diferenças e vou fazer de modo didático e informal e não um tratado científico, para que muitos possam entender, o que pode ocasionar alguma inexatidão técnica, ao cabo, de cada parte, colocarei algumas definições e referências, sinalizadas pelos números sobrescritos, caso queira aprofundar na questão.

2) Elétrica x Eletrônica

O propósito da engenharia elétrica é entregar grande quantidade de energia, potência1. Já a engenharia eletrônica é prover o tratamento dos dados, de modo controlado e lógico. A engenharia elétrica visa a energia, a eletrônica objetiva a informação2

É importante perceber que o objetivo principal da eletrônica é o de representar, armazenar, transmitir ou processar dados e informações (e o objetivo secundário é o de controle de processos e servo mecanismos, úteis à Automação e Robótica)2. Não obstante, diferente da eletrotécnica, o gasto de energia aqui é mínimo, pois não é este o objetivo.

Para entender tal, comparemos o ato de jogar bola, com o de pensar. Embora exista um consumo de energia no ato cognitivo, não se confronta as atividades físicas musculares, desta atividade desportiva, com a intelectual psíquica3. Se assim não o fosse, para ficar “sarado” bastaria uma hora de extenuantes exercícios intelectuais, e logo você estaria com aquele abdômen tanquinho. E aquele gordinho nerd, da sua faculdade, teria o corpo de um fisiculturista rato de academia, mesmo comendo toda a “Junkfood” do Mcdonalds. Brincadeira a parte o comparativo é verdadeiro. Embora, evolutivamente precisou-se de uma grande quantidade de calorias para chegarmos ao nosso cérebro, o qual alguns evolucionistas afirmam que foi compensado pelo início do princípio do preparo culinário3.

Os componentes eletrônicos que integram todos os sistemas eletrônicos computacionais dos sistemas de informações participantes da rede internacional de computadores somados, não se comparariam ao gasto elétrico dos liquidificadores, quanto mais de todos os chuveiros ou dos ferros de passar roupas, ou ainda de nossas incansáveis máquinas lavadoras de vestuário, também somados. Tal fato é corroborado pela simples observação empírica de que as baterias de alguns smartphones (que é um computador pessoal ubíquo) duram dezenas de dias, caso fossem ligados aos equipamentos domésticos, anteriormente citados, não durariam horas.

Tendo tudo isso afirmado concluímos a primeira parte de nosso estudo, afirmando categoricamente que não faz sentido dizer que temos que poupar o “consumo” de internet da mesma forma que poupamos energia ou água. Refutamos veementemente que a internet deva ser poupada como os insumos de sobrevivência básica. Afirmar tal, é economizar pensamento. Temos que observar a natureza. Assim como a rede neural mantêm sempre o máximo metabólico, pois em sua sabedoria conhece sua importância, deve ser a nossa rede de dados. Finalizamos com o seguinte aforismo:

“O cérebro é altamente adaptável, e quanto mais o usamos mais o desenvolvemos e o evoluímos, da mesma forma que nossa rede neural, nossa rede internacional de computadores é e tem que continuar a ser. Não podemos economizar nisso, ou simplesmente atrofiaremos nossa psique e o mundo. Parar estas redes é o fim! Afinal, penso logo existo! ”

***

Quanto mais economizarmos no uso do fluxo de dados na internet, mais limitaremos a rede e por sua vez, menos acesso teremos a informação, consequentemente menor geração de conhecimento e desenvolvimento científico em todas as áreas. E mais facilmente seremos manipulados. Como nos primórdios humanos temos que pensar, pois foi pensando que o homem, chegou a ser o Homem, Homo sapiens. Hoje, temos que transcender essa questão com sabedoria, ou limitaremos nossas vidas e futuro, deixando na mão de poucos o poder e acesso ao conhecimento! Se assim for... Voltaremos a vida de gado... Como quer a "Nova Ordem Mundial".



Na próxima parte de nosso estudo abordaremos, por que existe o limite de banda (não o de dados) e a quem a continuidade de sua existência beneficia? E por que querem estender tais limites para os dados também?

REFERÊNCIAS E CONCEITOS:

1 - “A eletrotécnica é o ramo da ciência, que estuda uso de circuitos formados por componentes elétricos e eletrônicos, com o objetivo principal de transformar, transmitir, processar e armazenar energia, utilizando a eletrônica de potência. Sob esta definição, as usinas hidrelétricas, termoelétricas e eólicas (que geram energia elétrica), as linhas de transmissão (que transmitem energia), os transformadores, retificadores e inversores (que processam energia) e as baterias (que armazenam energia) estão, todos, dentro da área de interesse da eletrotécnica. ” - Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da UNICAMP. Consultado em 11 de fevereiro de 2012.

2 - “A eletrônica é o ramo da ciência que estuda o uso de circuitos formados por componentes elétricos e eletrônicos, com o objetivo principal de representar, armazenar, transmitir ou processar informações além do controle de processos e servo mecanismos. Sob esta ótica, também se pode afirmar que os circuitos internos dos computadores (que armazenam e processam informações), os sistemas de telecomunicações (que transmitem informações), os diversos tipos de sensores e transdutores (que representam grandezas físicas - informações - sob forma de sinais elétricos) estão, todos, dentro da área de interesse da eletrônica. ” – Eletrônica, Centro Paula Souza - Governo de São Paulo

3 - “No ser humano, o cérebro ocupa o terceiro lugar no ranking dos órgãos que exigem maior consumo energético do corpo, logo depois dos músculos esqueléticos e do fígado. "O cérebro humano parece funcionar muito perto do seu máximo metabólico o tempo todo", diz a neurocientista. Trocando em miúdos, enquanto o metabolismo cerebral dos outros mamíferos exige um custo energético que varia apenas entre 2% a 10% do custo energético total do corpo, nos seres humanos, o custo energético do cérebro é bem superior: chega a 20% do custo energético de todo o corpo, apesar de o órgão representar apenas 2% da massa corporal. A pesquisa rendeu a publicação de artigos na renomada revista científica suíça Brain, Behaviour and Evolution e na americana PLoS One.” - Débora Motta (http://www.faperj.br/?id=1932.2.3)